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Outro Ponto de Vista…

Em S. Francisco, nos idos anos de 1932, Roosevelt declara: “Todos os homens têm direito à vida e isto significa que também têm o direito a levar uma vida confortável. Podem por preguiça ou por outro crime, renunciar ao exercício desse direito, mas ele não lhes pode ser negado. Todos os homens têm direito a ter bens pessoais, o que significa o direito a ter garantias, em toda a extensão possível de segurança das suas poupanças”. Passados 39 anos da celebração do 1.º Maio em que Cunhal e Soares de mãos dadas disseram ao país que o caminho era uma sociedade sem classes, digo eu, sem classe, façamos uma breve reflexão.

Acácio de Brito
3 Mai 2013

Primeiro ponto, tudo não passou de um logro, mentira, mesmo.
Segundo aspeto, hoje verificamos que o dito de então se baseava no princípio lógico da batata, isto é, brincadeira para “animar meninos”.
Terceiro lado, passado uma semana de um golpe corporativista, o 25 de Abril, os melhores organizados de então, os comunistas, tomaram de assalto o aparelho de Estado.
Com consequências nefastas!…
Destruíram o aparelho produtivo e criaram a ilusão que a sociedade é, toda ela, uma sociedade de direitos e não de direitos e obrigações.
Este foi o início do descalabro!
A descolonização?
Foi uma consequência da cobardia instalada dos novos poderes!
E, com consequências negativas em termos de perda do melhor que temos, a vida de humanos, infelizmente, muitos!
Mas, economicamente positiva, a descolonização, ou em algumas das suas consequências, pelo menos a fazer fé no insuspeito Fernando Dacosta, que considera que a vinda dos “chamados retornados” para o Portugal Continental permitiu um desenvolvimento, que nem mesmo as remessas da Europa da década de 80 são comparáveis em termos de verdadeiro desenvolvimento.
E a nossa integração na Europa de que sempre fomos parte soberana?
Uma boa opção estratégica, apenas condicionada pela menoridade de quem não entendeu os avisos do Prof. Ernâni Lopes!
Finalmente, ainda, hoje parece que não aprendemos a lição, pelo menos a fazer fé nos estudos de opinião publicados, pois achamos plausível que ideias de esquerda possam resolver alguma coisa.
Em nome de Maio, o tempo é de dizer valorize-se o trabalho e deixemo-nos de tretas para que possamos ter uma autêntica “vida de classe”!
Não perceber isto é, no mínimo, desonestidade intelectual.
Não inteligir que se tivéssemos um contabilista ou mesmo um especialista em Excel à frente do país nos idos séculos XIV e XV ainda estaríamos no Tejo, quiçá, no Mar da Palha, a contar tabuinhas para fazer um barquinho a remos, sem deficit e, contando com a assistência de uma inteligência reverente, submissa e sempre ignorante a qual tem dificuldade em perceber valor alheio.

P.S. – Quem algum dia teve a necessidade de recorrer aos serviços do Hospital de S. Marcos, ou ter tido alguém querido aí internado, percebe a imensa saudade que a partida para a Casa do Senhor do Padre Vila-Chã nos causa. Não obstante, também aí olhará por nós. Ao Padre Augusto Vila-Chã, muito obrigado.




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