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A Barafunda

No meu país, bem como na grande parte da Europa, na hora que passa e com os políticos que nos têm governado e os que governam agora, quanto a auto estima e confiança dadas ao povo, nada mais há que uma clínica de emagrecimento local e europeu. Praticamente, toda a Europa está doente e alguns países aguentam-se, mas a evidência apresenta pessoas com carne de mortos. O capitalismo selvagem no mundo não tem fronteiras ou travões; fomentam a escravatura e, os reformados e os doentes querem-nos na horizontal e no ventre da terra gelada.

Artur Soares
3 Mai 2013

O programa europeu morreu em Chipre e as ruínas estão à vista e ao rubro; o dinheiro chamado “euros” só interessa à Alemanha e tem sido uma fraude contra quem trabalha, mas a favor do crescimento de doenças psíquicas, psicológicas e da barafunda organizada.
O projeto europeu como o prometeram está a ser derrubado, pois já se vão conhecendo rumores dum “casamento de conveniência” entre ingleses e alemães, tendo como base as ideias Thatcherianas e o egoísmo político da chanceler Merkel, que apenas pensa e defende fanaticamente os depósitos dos aforristas alemães, o êxito da balança comercial e o seu futuro na governação do país. Recorde-se que os ingleses nem à moeda euro aderiram!
Parece ser verdade absoluta que a austeridade imposta em todos os países da Europa é minimamente viável, isto é, é já demasiado pouco para enfrentar o monstro – o capital selvagem – que engole as pessoas. Durão Barroso, só agora vem dizer que “a austeridade chegou ao limite, porque precisa de um mínimo de apoio social e político”; a presidente da Assembleia Nacional Francesa afirmou que se está a viver um “peso democrático demasiado pesado” e quem estiver atento às informações verifica que as relações franco-alemãs pioram dia a dia.
Por sua vez, a nossa vizinha Espanha já anunciou, sem ter dúvidas, “que não irá conseguir cumprir as metas acordadas de redução do défice, e só irá atingir o ambicionado 3% em relação ao pib, em 2016”, isto é, dois anos após o acordado.
Constatada tal barafunda na vida europeia, tanta rapacidade cega, subserviência absoluta e perigosa perda de identidade… caminha–se a passos largos para a ditadura económica bem como para a ditadura do silêncio (medo) social e indiferentismo coletivo na ação.
Enquanto isto, continuam os nossos “estagiários políticos/governantes” a reunirem-se horas e horas à volta das suas incapacidades de servir o país, apenas recorrendo ao aumento de impostos e prepotentes taxas, bem como ao saque nas reformas, dinheiro que não têm o direito de tocar, porque é o sangue de quem trabalhou. E para completar toda esta barafunda nacional, temos o partido socialista que pôs a Nação em estado de coma e julga que se for governo novamente, resolve o problema aplicando umas cataplasmas de linhaça no cancro que nos devora.
Se a França já treme e está (agora) a ser olhada por cima dos ombros dos ingleses e dos alemães, se outros países como Portugal já nem o ar que respiram lhes pertence, se ingleses e alemães “casam por conveniência”, a ditadura económica será realidade.
Todavia, na Alemanha de Merkel, um caso recente da sua história revolta: em 1953 foi feito um acordo em Londres sobre como a Alemanha deveria pagar uma dívida de 42 biliões de marcos que vinha de antes da guerra e de depois da guerra de 1945. Vários países perdoaram metade da dívida alemã – entre eles, tem piada, a Espanha, a Irlanda e a Grécia – e deram-lhes um prazo de trinta anos para pagar, mas sempre de harmonia com os resultados da produção e exportação, não podendo os credores da Alemanha fazer qualquer género de boicote ou de recusa aos seus interesses para o pagamento acordado. É de salientar que só em 1990 a Alemanha acabou de cumprir o acordo de Londres. 
Nada mais precisa ser refletido quanto à “amizade económica” alemã com os outros povos que lhes devem agora. Nós, portugueses, perante tais atitudes costumamos dizer: “olha aquele, vivia no meio do lixo e agora que se vê de camisa lavada, não conhece ninguém”.
Razão tinha o grande Padre António Vieira, quando escreveu: “Não são ladrões os que roubam carteiras. Os ladrões que merecem este título são os reis e os exércitos que pela manhã e pela força roubam e despojam povos. Os carteiristas roubam um homem correndo alguns riscos, os outros roubam cidades e reinos sem temor. Os carteiristas são enforcados, mas os outros furtam e enforcam”.
Assim, pode afirmar-se que nesta primeira década do presente século, tudo é esquisito e complicado. O mundo está mau! O dinheiro é rei e senhor nesta pradaria de novos escravos: vence sem convencer, compra o invendável e é sempre o justo que perde.




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