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No futebol são 11 x 11

Para os amantes do desporto rei, para além do nosso campeonato há mais dois que o País futebolístico segue habitualmente com redobrado interesse. Estou a referir-me aos campeonatos espanhol e inglês onde acompanhamos a prestação dos nossos jogadores e treinadores e admiramos o ritmo intenso das partidas, e onde assumimos também preferências e somos adeptos de diferentes clubes. No que se refere ao campeonato espanhol, por cá, há genericamente dois tipos de adeptos, os pró-Real e os pró-Barça.

Carlos Mangas
2 Mai 2013

No meu caso concreto, entre Real e Barça, sou português, pelo que não tenho problemas em assumir que já fui Barça nos tempos do Figo. Ah, é verdade, este ano em Espanha também torço principalmente por um clube da Galiza. Sou DEPOR pelos mesmos motivos. Mas, e voltando aos clubes de topo, a partir do momento em que Real e Barça se apuraram para as meias-finais da Champions e o sorteio os ìacasalouî com alemães, o país futebolístico preparou-se para mais uma final europeia ìibéricaî, em terras britânicas, assim a modosÖcomo o FCP-SCB na final da Liga Europa.
O único problema é que os alemães que já decidem as nossas vidas em inúmeras áreas, desta vez decidiram também mostrar-nos a qualidade do seu futebol, a que por cá, e ao que parece, não temos dado a devida atenção.Todos sabemos, de cor e salteado, os nomes dos jogadores das equipas titulares e da maioria dos suplentes do Real e do Barça, pelo que os senhores da terra da Dª Merkl decidiram dar-nos a conhecer os nomes de alguns trabalhadores incansáveis naturais do seu país acompanhados por ìartistasî recrutados em países periféricos, que a partir do momento que entram em solo alemão, parecem assumir a sua nacionalidade e desatam a trabalhar, correr e a lutar durante 90 minutos, como seÖnão houvesse amanhã. Talvez por isso, e apesar da dificuldade na pronúncia, agora já todos sabemos alguns nomes desta equipa ìde vespasî (atendendo à cor do equipamento e às ferroadas certeiras) e podemos afirmar que Weidenfeller (gr), Piszczek, (lateral) que meteu em sentido CR7, Mario Götze (médio), já reforço do Bayern de Munique (por 37 milhões de euros), Marco Reus, (pl) por quem o City está na disposição de pagar os mesmos milhões e Robert Lewandowski (pl) cujo preço se desconhece, mas perfeitamente ao alcance de petrodólares (árabes ou russos), entre outros, são nomes que entraram no nosso vocabulário futebolístico de discussão à mesa do café.
À hora a que escrevo este artigo, ainda não se iniciou a outra meia-final, e apesar de a Catalunha acreditar ser possível, (até pela ponta final quase histórica do jogo de Madrid) eu espero e acredito numa final alemã pela demonstração de superioridade dada pelo Bayern na 1.ª mão, e porque este Bayern tem nomes e jogadores que nada ficam a dever em termos de notoriedade aos catalães. Arjen Robben, Franck Ribéry, Thomas Müller, Scheinsteiger, Lahm, Mario Gomez, há muito tempo que fazem parte do léxico futebolístico de qualquer amante da modalidade.
E, se os deuses não estiverem loucos, lá teremos em Wembley dois finalistas alemães, a permitirem a todos os amantes do futebol fazerem um certeiro prognóstico, parafraseando Gary Lineker: Nesta final, são 11 x 11 e no fimÖganham os alemães.
Ps. Para que conste, mesmo que o Barça tenha passadoÖacredito que ganham os alemães




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