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Politicamente escrevendo

Cada um de nós tem um estilo identificado ou uma determinada maneira de lidar com os outros. A convivência social enquadra-se num hábito fundamental na intercomunicação pessoal, na família, nos amigos, no espaço público, no trabalho ou mesmo nos contactos ocasionalmente surgidos. À mistura das ideias, das convicções, dos sentimentos, há diversos modelos ou estilos ao nível dos valores, atitudes, perceções, forma de estar, vivências, curiosidades, gestão de conflitos, escalas de concordância ou de divergência.

Albino Gonçalves
29 Abr 2013

Com este preâmbulo, pretendo dizer que a inserção da pessoa humana num mundo competitivo, aberto e intelectualmente desenvolvido está minado, em rota de colisão com a mediocridade dos “vendedores ambulantes” da causa pública.
Há provérbios populares que nos transmitem verdadeiros sentidos pedagógicos. Por exemplo: “Deus manda lutar, não manda vencer”. Pois bem: Portugal politicamente está na penúria. Assistimos diariamente à incompetência dos “profissionais do interesse público”. O cidadão, cansado de tanto discurso demagógico, quer à esquerda, quer à direita, terá que enveredar por uma luta para ultrapassar as suas dificuldades e o flagelo sócio-económico de que está sendo alvo. Infelizmente, também pela sua responsabilidade eleitoral, não consegue vencer um grupo de pes-
soas munidas de astúcia imperdoável pela falta de respeito e pelo incumprimento das promessas feitas ao povo. É caso de “contra força de vilão, ferro na mão”, isto é, urge acabar com este engodo de atores políticos medíocres, viciados na sustentabilidade do erário público e em mordomias “douradas”, enquanto grassa a fome, o desemprego, o desamparo da solidariedade social, a desorganização das Instituições, a agressividade fiscal, a debandada dos recursos humanos qualificados para além fronteiras, justiça para ricos e para pobres, falta de transparência das contas públicas, continuidade do despesismo,  excesso de deputados… enfim: um medonho mundo que está à vista do cidadão.
O discurso do Presidente da República no 39.º aniversário do 25 de Abril não estimulou a crença numa sociedade que está deprimida e aflita. Foi repetitivo e antagónico, pois umas vezes apregoa que estamos no limite da austeridade, outras vezes invoca a necessidade integral do cumprimento dos nossos compromissos com os credores internacionais.
A oposição apresenta-se vazia de ideias alternativas, ocupa o seu maior período de tempo no “paladar” anti-governação. O PS está ansioso de voltar ao poder, alia-se às desgraças dos portugueses como quisesse passar uma esponja ao seu passado “socrático” e mentor principal do “memorando da troika”. É caso para dizermos que “não sabe governar quem a todos quer contentar”! E com esta distância maquiavélica dos governantes e dos opositores, os cidadãos sofrem desesperadamente, os níveis de desemprego atingem valores nunca vistos, o investimento económico está estagnado, o país entrou em “coma profundo”.




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