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Desporto e cidadania

Todos nós vivemos integrados num contexto social que nos permite pensar e agir dentro de determinados padrões culturais e numa sociedade cada vez mais igual, cada vez mais globalizada. No entanto, por questões geográficas, políticas, económicas, sociais, culturais, religiosas, ou outras, estamos dependentes ou sujeitos a uma listagem de direitos e deveres que nos enquadram numa cidadania que por vezes nos torna não muito diferentes entre comunidades, mas de certa forma particulares.

Fernando Parente
26 Abr 2013

O conceito de cidadania está então muito dependente do que nos é permitido fazer em contraponto do que nos é exigido socialmente. Estamos perante um universo de regras a respeitar e deveres a cumprir para com o nosso contexto ambiental onde nos movemos e os que eventualmente poderemos frequentar.
O Desporto, como hoje o conhecemos, ou um dos seus “antepassados” – o jogo – conhecendo e percebendo quais os seus objetivos, são um dos exemplos máximos de cidadania, uma representação “simbólica” de como viver em sociedade. Não é por acaso que o conceito de cidadania, tal como o “Desporto”, tiveram origem na antiguidade clássica, na Grécia. Do ponto de vista social, a Cidadania serviria então para “designar os direitos relativos ao cidadão, ou seja, o indivíduo que vivia na cidade e ali participava ativamente dos negócios e das decisões políticas. Cidadania pressupunha, portanto, todas as implicações decorrentes de uma vida em sociedade.”
O Desporto foi a primeira atividade a criar um código, uma “linguagem” universal, que permite a todos os habitantes dos diferentes continentes interagir e relacionar-se entre eles. As federações internacionais das diferentes modalidades são as detentoras do maior franchising à escala global, e organizações únicas que conseguem obter o mesmo padrão de comportamentos dos seus agentes, independentemente da sua cultura ou proveniência.
Sabendo-se desta “força” associada ao fenómeno desportivo, também é solicitado aos seus responsáveis, a nível nacional e internacional, a necessária ajuda para tornar as diferentes sociedades mais sólidas e solidárias no combate a alguns fenómenos preocupantes que se fazem sentir um pouco por todo o planeta e, em especial, na Europa.
Assim, é pedida à comunidade desportiva global, com os necessários apoios políticos locais, que crie uma cidadania que influencie a sociedade de forma positiva, desde logo a começar pelos comportamentos do ponto de vista individual, nomeadamente no reforço da sua saúde através da prática desportiva e na prevenção dos comportamentos e consumos de risco.
A aposta na educação e formação, voluntariado, inclusão social, integração, igualdade de oportunidades, luta contra o racismo e violência, sustentabilidade ambiental, organização, desenvolvimento económico, etc., são apenas alguns exemplos da agenda política, nomeadamente europeia, que visa o “bom uso” do desporto com a finalidade do desenvolvimento e coesão social, e de uma cada vez melhor cidadania!
 




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