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A Taça é nossa

Há cerca de 15 dias, traduzia neste mesmo espaço as reservas com que a generalidade dos adeptos Bracarenses encaravam, por entre a sempre incontornável ambição, a partida da final da Taça da Liga, sobretudo depois do sentimento amargo deixado pela descolorida exibição da equipa no Dragão na segunda-feira anterior. Mas, bem o sabemos, os jogos não se repetem, por menor que seja o espaço de tempo que medeia entre os mesmos, e a situação inverteu-se por completo no jogo decisivo.

25 Abr 2013

Agora, foi o Braga que surgiu personalizado e o Porto que apareceu relativamente amorfo, sendo ainda penalizado pela muito dúbia opção do seu treinador de colocar em campo Abdoulaye em detrimento do habitual titular Otamendi.
Antes do intervalo, já o defesa central da Equipa B dos portistas antecipara o seu regresso aos balneários e concedera a grande-penalidade de que acabaria por resultar o golo que ditou a vitória dos Bracarenses.
No final, os momentos de sofrimento dos vencedores só se ficaram a dever à excelente prestação do guardião adversário e à catadupa de lances desaproveitados pelos seus avançados, em múltiplos lances de contra-ataque em superioridade numérica.
Ao apito final do árbitro, seguiu-se a belíssima festa no relvado e nas ruas da nossa cidade, bem ilustrativas do entusiasmo com que esta conquista histórica foi encarada pelos adeptos locais.
Aqui, tendo a discordar da ideia de colocar em idêntico plano a conquista da Taça Intertoto, de que o S. C. Braga foi mesmo o último vencedor. Afinal, o formato da competição e o protagonismo que a mesma merecia – mesmo sendo de âmbito europeu – não se equipara ao valor de uma conquista como a que o clube agora juntou à de 1966.
Seja como for, o Presidente António Salvador fez questão de juntar mais uma prova inequívoca ao mérito com que a própria Autarquia e a cidade o reconheceu no final do ano transacto, conquistando finalmente a competição nacional que o seu currículo como dirigente mais que justificava.
Noutros patamares, são muitos aqueles que merecem também o nosso reconhecimento pelo triunfo que consolida o crescimento do clube ao nível do futebol profissional.
Dentro de campo, jogadores como Mossoró, Alan, Hugo Viana e Quim, cuja continuidade continua ainda incerta, puderam juntar uma nota distintiva no plano desportivo ao carinho que sempre mereceram dos adeptos locais.
Quanto ao treinador José Peseiro, extremamente acossado pela carreira titubeante da equipa nas demais competições, acabou por conquistar o seu primeiro grande título e por receber um prémio para o carácter que, como indivíduo, sempre demonstrou.
Finalmente, se muitas vezes discordei da forma de relacionamento imposta pela Autarquia com o clube, este não deixa de ser o troféu que faltava no currículo de Mesquita Machado.
E, como em tantas outras áreas acontece, deixou ao seu sucessor a ambição de conquista de algo bem maior: neste caso, o título de campeão nacional.




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