Fotografia:
Uma luz no fundo do poço

Aprendendo as lições de economia e recuperando alguma credibilidade em apenas dois anos de governação, podemos constatar que as atitudes de manuseamento dos números da economia portuguesa começam a ganhar alguma dimensão no exterior, ao ponto da credibilidade manter um clima de confiança nos investidores externos em contraciclo com os investidores nacionais que mantêm-se na expectativa de aguardar pela tão esperada retoma da economia, permitindo recentemente o alargamento dos prazos de maturidade dos empréstimos contraídos.

José Manuel Pereira
21 Abr 2013

Caindo no fundo do poço com tanta austeridade e manifestações programadas por quem, durante dezenas de anos mantiveram uma gestão inqualificável dos dinheiros públicos e mais recentemente, nos mandatos de governação maioritariamente socialista, em que os objetivos eleitorais sobrepuseram-se aos interesses da nação, inquietude em soluções para cativar o povo para o ato eleitoral, desperdiçando milhões de euros em festas, autênticas romarias incluindo viagens em autocarros patrocinados pelos agentes autárquicos, unicamente com o objetivo de angariação de votos em detrimento de uma aplicação eficiente, rigorosa e manifestamente democrática em bens e serviços de apoio à sociedade civil.
Encontramos os maiores empregadores dos concelhos baseados na criação de organismos municipais de apoio à principal autarquia local, promovendo os seus militantes e apoiantes nas eleições autárquicas e legislativas, mantendo estruturas de custos fixos exorbitantes e inexplicáveis nos momentos atuais. Além disso, a contratação de financiamentos bancários e celebração de contratos com privados, que aproveitaram estes investimentos para tentar salvaguardar as suas empresas privadas com aproveitamento dos milhões do estado ficando a serem favorecidos face aos apoios monetários em período eleitoral, como que se, de “moeda de troca” se tratasse.
A irresponsabilidade é tão enorme, tanto de ignorância patente nesses entes que nunca criaram valor nas suas vidas privadas e agora manifestam-se nas ruas pelos direitos que maioritariamente nunca o mereceram.
Ao final de 2 anos e pese embora a grande austeridade patente nos atos de gestão, manifestamente e de bom agrado para os credores internacionais, podemos afirmar que o rumo tem sido devidamente trilhado, com as responsabilidades solidariamente acordadas entre os três maiores partidos que durante os últimos 39 anos no poder, já mereciam uma medalha de “gestão com ineficácia”. Anos decorridos com algumas intervenções da TROIKA e a manter-se um mau hábito, recorrendo a apoio de terceiros, quando temos grandes economistas e gestores de topo a chefiar as grandes multinacionais.
Caindo no poço mais uma vez e decorridos dois anos de parcerias com consultores financeiros externos, que são subcontratados com honorários chorudos, vale a pena ter a ansiedade de uma prosperidade a breve prazo e afirmar, que temos uma luz no fundo do poço, nomeadamente com o novo quadro de apoio comunitário (QREN 2014-2020).
Uma luz que vai iluminar a economia de portugal, sabe-se lá até quando.




Notícias relacionadas


Scroll Up