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Outro Ponto de Vista…

Personagem relevante, Margaret Thatcher marcou de modo positivo este nosso mundo.Não foi um acaso, foi obra de muito estudo, trabalho e perseverança, alicerçado em convicções.
Recebeu em 1979 uma Nação depauperada, sem rumo, ingovernável mesmo e, quando deixou a responsabilidade de primeira-ministra, em 1990, o país tinha reencontrado o seu rumo.
Sem tibiezas disse ao que vinha, anunciando de modo claro uma ideia ideologicamente bem construída.

Acácio de Brito
19 Abr 2013

Com preparação adequada, percebendo que só libertando o Estado seria permitido ao indivíduo singrar, privatizou de forma adequada, retirou o poder “aristocrático” aos sindicalistas e diminuiu a carga fiscal às famílias.
Receita simples. Ao abstrato da ideia da sociedade contrapunha a realidade individual.
Preocupou-se com as pessoas, não enquanto estrutura abstrata, mas no seu concreto, no indivíduo.
Combateu e bem, esta postura socializante e totalitária, hoje novamente na moda, de que o Estado deve atender a tudo e a todos.
Não, menos Estado, mas mais eficaz e eficiente.
Diminuindo a carga fiscal permitiu que as pessoas e famílias tomassem nas suas mãos os seus destinos.
À verborreia dos que prometiam o paraíso na terra contrapunha a exigência de trabalho árduo.
O exemplo de Margaret Thatcher não é infelizmente replicável neste nosso retângulo por uma razão que se encontra a montante.
O sistema político e eleitoral inglês obriga a que só os membros eleitos podem exercer cargos de governo.
Primeiro têm de dar provas no terreno, demonstrar que são capazes de através da ação política concreta serem merecedores da confiança dos cidadãos.
Muitas vezes ou quase sempre desempenham de funções no gabinete sombra e quando se realizam eleições no dia seguinte estão aptos para a governação.
Entre nós é tudo ao contrário.
Na campanha eleitoral promete-se tudo, no governo pratica-se o seu contrário.
Se tivéssemos uma praxis eleitoral e uma organização política de caraterísticas anglo-saxónicas, seguramente que especialistas como Gaspar entre muitos outros, continuariam, ainda, nos seus anteriores gabinetes a tentarem perceber o mundo numa folha de Excel.
Que falta nos fazem personalidades com as caraterísticas humanas e políticas de Margaret Thatcher e um sistema novo eleitoral e político.




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