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Pensar a Família

Pensar a Família. Pensar para a Família. Pensar com a Família. O título deste artigo retirei-o de umas jornadas parlamentares que o Grupo do PSD vai promover nos dias 17 e 24 deste mês, na sala do Senado, e que a deputada Nilza de Sena organizou e teve a gentileza de me enviar um convite. Tem coragem esta senhora! Muita. Nos tempos que correm o tema Família ou Vida são malquistos. Muito malquistos! O panorama político-cultural e os seus agentes não só não andam interessados como se mostram profundamente hostis.

Carlos Aguiar Gomes
18 Abr 2013

De facto, basta olhar um pouco atentamente ao que se passa à nossa volta e facilmente veremos que o pulsar da sociedade sofre de fortíssimas arritmias que se observam nos comportamentos e atitudes de jovens e menos jovens. Na catástrofe demográfica em que mergulhámos e que cada dia mais se acentua. Na enorme conflitualidade na regulação do poder parental (ou do serviço parental, como entendo que se deveria chamar). Numa dinâmica da inter-geracionalidade progressivamente mais débil. Numa crise profunda na gestão do diá-logo intra-familiar. E em muitos outros sinais, por de mais evidentes, que seria fastidioso listá-los todos. 
   Como escrevi em 1994, Ano Internacional da Família, “o coração do mundo pulsa na Família”. Mantenho o que então escrevi. Reforço esta ideia.
…Por isso, é bom, útil, urgente e indispensável PENSAR A FAMÍLIA.
Mas não chega. Temos de ir, todos, mais longe na ambição de melhorarmos a sociedade pela melhoria das famílias.
Urge pensar para a Família. É urgentíssimo  desenvolver, com coragem e determinação, políticas
pro-activamente favoráveis às famílias. Para as famílias, olhando-as como uma realidade global e multifacetadas: na educação, no mundo do trabalho, da habitação, do lazer, no apoio de proximidade favorável à maternidade/paternidade ou ao acolhimento dos mais frágeis no seio natural que é a sua família… Pensar para a Família é uma urgência civilizacional.
Pensar com as famílias, ouvindo-as nas suas angústias, nas suas dificuldades, nos seus anseios. Respeitar todos os seus direitos. Recordar os seus deveres. (Por que razão foi, de facto, desactivado o Conselho Nacional da Família que nunca deveria ser esquecido, mas reforçado, como órgão de aconselhamento do Governo nas questões da Família?). Pensar com as famílias é um imperativo democrático promotor do princípio da subsidiariedade e de respeito pela constituição ecológica das sociedades humanas.
…As famílias são, se lhes derem condições de serem verdadeiras famílias, autênticos MECENAS SOCIAIS.
Pensar a Família, para a Família e com a Família, um desafio  urgente que possa ainda  salvar do colapso esta civilização que nos acolhe. Por isso, felicito, sem reservas, a realização deste evento. Faço votos que não se confine a Lisboa.




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