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Depois da festa

Foi notícia de primeira página e mereceu abertura de telejornais: quase 47 anos depois o SC de Braga voltou à varanda da Câmara Municipal onde, em 22 de maio de 1966, a equipa veio mostrar o “caneco” ao povo, que assim começou o S. João em Maio. Já agora, convém lembrar aos mais novos esses nomes que a história não poderá esquecer: sob a orientação de Manuel Palmeira e Rui Sim-Sim, os onze magníficos foram: Armando, Mário, Juvenal, Coimbra, José Maria, Canário, Luciano, Bino, Adão, Perrichon e Estevão.

Manuel Cardoso
18 Abr 2013

No entanto, ao contrário do que muitos dizem, este não foi o segundo troféu de alto nível que o SC de Braga conquistou. Convém lembrar que em 1976 vencemos a Taça Federação Portuguesa de Futebol. Dizem alguns que não sabem se essa competição é oficial. Eu, humildemente, limito-me a perguntar: como pode ser oficiosa uma competição organizada pela FPF com a participação dos melhores clubes portugueses?
Depois, mais grave ainda, alguns tentam fazer esquecer o troféu europeu conquistado em 2008: a Taça Intertoto. Pode até ser um “parente pobre” das competições europeias; mas é um troféu oficial.
O certo é que na “era António Salvador”, finalmente, trouxemos um caneco para Braga e houve festa rija.
Mas, depois da festa, é preciso voltar a colocar os pés bem assentes na terra e voltar a vestir o “fato de macaco”, ou seja, recuperar a humildade e encarar o desafio com a Académica como um jogo que pode ser mais difícil do que o da final da Taça da Liga. E mais importante talvez.
Entretanto, o avançado colombiano Felipe Pardo assinou por cinco épocas pelo SC de Braga. Na primeira entrevista que concedeu, citado pelo jornal A Bola online, o colombiano declara que veio para este grande clube pensando “dar o salto” para um clube maior. Com estas ideias, arrisco-me a afirmar que, das duas uma: ou muda de posição ou corre o risco de passar cinco anos a sonhar. E certamente Salvador não o contratou para passar esse tempo todo a sonhar. Portanto, será bom que Pardo se lembre que vem para Braga jogar futebol e lutar por um lugar no onze. Da equipa A ou da equipa B! Na verdade, esta mentalidade de encarar o Braga como um trampolim já foi “chão que deu uvas”. Assim fez, por exemplo, Ricardo Rocha…
À medida que nos aproximamos do final da época aumentam os rumores e boatos. Muito se especula e muito mais se especulará sobre os jogadores em final de contrato. Hugo Viana, por exemplo, já foi “apontado” (que na linguagem dos jornais desportivos significa “alvo de boato”) ao Sporting. Ridículo! No entanto, a SAD parece ter decidido que enquanto não for definida a posição do SC de Braga na classificação da Liga, não haverá decisões de fundo sobre esse assunto. Estou de acordo. É importante segurar os nossos melhores jogadores mas é também muito importante que nada venha perturbar ainda mais estas semanas decisivas que se aproximam. É bom que se tenha em conta que um final de época excelente poderá devolver o lugar na Champions ao nosso clube, assim como um final desastroso poderá colocar em causa, até, o quinto lugar! A vitória na Taça da Liga não pode, de maneira nenhuma, esconder os problemas pelos quais a equipa tem passado nas últimas jornadas do campeonato.




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