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Coimbra tem duplo encanto…

Tendo acompanhado nos últimos tempos o clube da nossa cidade a locais que há uma década não seriam previsíveis, tais como Paris, Milão, Londres, Liverpool, Dublin e Manchester, por exemplo, cumpre-me dizer em abono da verdade que os estádios e as cidades referidas, não fariam parte do meu portefólio turístico e futebolístico, se o clube não tivesse tido o crescimento exponencial verificado essencialmente na última década. As cidades mencionadas foram palcos de inúmeras “batalhas”, sempre com o nome do clube a ser divulgado pela positiva.

Carlos Mangas
18 Abr 2013

Apesar de haver quem afirme que o treze dá azar, eu, não sendo supersticioso, e acreditando em coincidências, no dia treze de abril de dois mil e treze dirigi-me, juntamente com alguns amigos, para Coimbra esperando ver repetida na cidade estudantil mais uma vitória num troféu nacional. Uma hora de esplanada junto ao Estádio a ver passar adeptos dos dois clubes em ampla confraternização, fazia-me recordar… Dublin. Também era a única coisa em que eu queria que houvesse semelhanças, no fair-play.
Dentro do Estádio fiquei feliz ao verificar que apesar da diferença no número de adeptos que habitualmente seguem os dois clubes, ali, ela não era notória e quando os speakers pediam apoio, “os nossos” eram mais ruidosos. No início da cerimónia, o facto de a bandeira do SCB não subir como a do FCP, criou algum desconforto. Nada que uma vitória não faça esquecer, pensei eu.
Distúrbios na bancada ao lado daquela em que me encontrava, deram-me que pensar e devido a algumas picardias de amigos de outros clubes, no dia seguinte, postei no facebook:  “A violência não aconteceu entre “adeptos do SCB”. Aconteceu sim, entre “adeptos de violência gratuita” que, a exemplo dos que existem “encostados em todos os clubes” usam os palcos desportivos para dar largas aos seus instintos. Cabe-nos a nós, adeptos do futebol e do desporto, afastá-los do nosso seio.”
Voltando ao que interessa, o jogo. A vantagem ao intervalo e o FCP com menos um jogador davam-nos esperanças de repetir 1977 quando vencemos a antecessora da atual Taça da Liga, a Taça FPF que todos os media parecem ignorar, quem sabe, por nenhum dos (ditos) grandes a ter ganho. Só a título de curiosidade, se ela fizesse parte do espólio do FCP ou SLB, queria ver se os jornais (oficiais e oficiosos) não a contabilizariam na luta sobre quem tem mais troféus!…
À qualidade do jogo da nossa equipa na segunda parte, só se equiparou a qualidade de algumas intervenções do GR adversário. Assim sendo, tivemos uma vitória sofrida, e, talvez por isso, tenha de dar razão aos meus amigos benfiquistas, quando dizem que com o FCP facilitamos sempre. É verdade, podíamos ter goleado e não o fizemos. Já os amigos portistas não precisam agradecer o facto de lhes termos evitado um problema de difícil resolução, saber se deveriam, ou não, festejar a vitória na Taça da Liga.
Aos adeptos e à estrutura do clube em geral, quero deixar um agradecimento pelos momentos mágicos vivenciados e um alerta. Para Coimbra continuar a ter (ainda mais) encanto, amanhã, quando recebermos os estudantes, temos de vestir (também) o AXA de vermelho e branco para ver a Taça da Liga conquistada e apoiar o clube em mais um importante passo.




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