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A raiz dos comportamentos realmente humanos

Não são propriamente os motivos científicos, filosóficos, morais e religiosos, que, neste momento, me incentivam à investigação. O que em mim desperta a atenção e domina todas as minhas preocupações é descobrir a raiz que alimenta e exige, terminantemente, que as nossas atitudes comportamentais se tornem cada vez mais humanas.

Benjamim Araújo
17 Abr 2013

A raiz que descobri flameja nesta unidade constituída, alegremente, pelo homem na sua globalidade (existencial e transcendental), por Jesus (modelo) e pelo poder e sabedoria de Deus. Todos se encontram em sintonia, conexão e cooperação em ordem ao florescimento, em nós, do humano e do divino.
A nossa pessoa, com funções de embaixatriz, impostas, categórica e imperativamente, pela sua natureza transcendental (o ser ôntico) anseia, auto-conscientemente, dirigir as atitudes comportamentais dos homens para a sua sintonia e identificação com a identidade transcendental do ser, em amor, paz, vida e sabedoria, imanentes à sua natureza. Estas identificações anseiam, agora, unir–se à identidade transcendente, isto é, ao poder, à sabedoria e ao amor e Deus.
Todas as nossas atitudes comportamentais, oriundas desta união de identidades, transformam-se, progressivamente, em mais humanas. É daqui que surge o novo homem, a nova sociedade coroa-da de fraternidade e o brilhante e imperativo destino, orientado para o humano e implícito no nosso mundo humano.
Existencialmente falando, estas reações comportamentais, transbordantes de humano, têm a sua génese na unidade das identidades e manifestam-se, concretamente, aqui e agora, em atitudes de abertura, aceitação e compreensão; de compaixão, empatia e verdade; de fraternidade, justiça e perdão.
A humanidade, embora pareça desorientada e embriagada em suas desajustadas motivações, vai alcançar a ressurreição do humano, em todas as suas vertentes. A paz e a felicidade reinarão, por fim, em todos os corações.
Relativamente ao crescimento do humano em cada homem, vou semear a minha atenção pelo livro “Rebelião, Revolução, Religião” de Osho, escrito em 2010, por este filósofo e pensador. Vou recolher aí algumas afirmações e sobre elas vou apresentar as minhas opiniões. Não rejeito nem sequer desvalorizo as afirmações. Aceito com agrado o que Osho afirma, embora, em minha opinião, reconheça aí muitas imprecisões, carentes de alguns ajustamentos.

Diz Osho: “O homem ainda não é humano, visto que lhe faltam as qualidades humanas que constituem um homem. A compaixão, o amor, a meditação, a gratidão não estão lá. O humano deve partir do âmago do nosso ser, do centro do nosso ser”.
Questiono: – Que ser é este e qual é a identidade do âmago de onde deve partir o humano? Para mim, o âmago do ser, embora esteja implícito na vida existencial, supera-a. Então, qual é? Qual é o centro do nosso ser?
Temos de ver, diz Osho, a realidade como ela é. Pergunto:
– A que realidade se refere? À realidade existencial, transcendental ou transcendente?
Tem de nascer um novo homem dentro de nós, afirma Osho. Levanto a questão: – Para sermos radicais na resposta, este novo homem é a manifestação de quê?
Afirma Osho: “Cada indivíduo tem de ser um meditador, um observador silencioso para que possa descobrir-se a si próprio.
A meditação há-de criar um mundo novo.” Questiono: – A meditação vai incidir sobre que reino? E que descobre aí de si próprio? Que novo mundo é esse?
São três os motores ou fases da evolução do homem: a reforma, a revolução e a rebelião, em ordem ao humano, afirma Osho.
A estes três motores ou fases da evolução, contraponho a passagem do homem existencial para o homem divinizado, passando, imperativamente, pelo homem transcendental. Esta é a unidade, raiz dos comportamentos realmente humanos.




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