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XIX Congresso Nacional do PS A confiança necessária para uma esperança que se renova!

Acontece este Congresso do Partido Socialista, que se realizará em Santa Maria da Feira nos dias 26, 27 e 28 do corrente mês, num tempo em que se vislumbram alterações na configuração da governação ao nível da sua formação, de estratégia política e no modelo económico a implantar, em resultado da falência técnica do País e da sua falência financeira entregue à vontade de usurpadores internacionais que detém a totalidade do crédito possível!

António Fernandes
14 Abr 2013

Valem ao cidadão comum as limitações impostas pela Constituição da República Portuguesa à concretização de objetivos políticos que condicionam o poder económico de usurpar o direito inalienável à vida que todos temos!
Ora, acontecendo este Congresso num cenário de previsível retorno do PS à atividade governativa, importa conhecer as soluções políticas para o País que constam nas Moções de Candidatura apresentadas, sendo que a do atual secretário-geral António José Seguro é a que reúne consenso maioritário.
A Moção de Candidatura apresentada por Aires Pedro aparece de uma forma peregrina, na senda da tentativa gorada de impugnar os Estatutos do Partido, entretanto já em vigor. Presumo, ser esta última, um ato simples de revanche.
Importa também, com relevância acentuada neste momento, e porque este é um acontecimento eletivo interno, tenha o peso e o impacto que tiver ao nível dos media na opinião pública, discutir no âmbito das propostas apresentadas qual o seu conteúdo nos domínios da dinâmica partidária, de onde se extrapole e privilegie a militância em detrimento de condutas anquilosadas de lóbis internos de interesses instalados, ou que se pretendam instalar dentro do Partido mantendo-o como sendo um veículo de interesses e objetivos antes traçados, na esfera do domínio e do interesse individual ou de grupo, e de que resulta sempre militância amorfa com visibilidade ativa quando interessa e que se dilui no desinteresse institucionalizado depois de cumpridos os objetivos citados.
Acontece também a realização deste Congresso partidário, num tempo em que o cidadão comum se assume em antagonismo aos partidos políticos, seus dirigentes e suas estruturas.
Em que o cidadão se apresenta dissociado da interação com a vida política e sem confiança nos seus atores e intervenientes.
Em que o cidadão procura nos seio da comunidade em que se insere soluções que amenizem as dificuldades com que se debate e que enfrenta.
Em que o cidadão comum já não aceita sequer a intervenção de outros agentes políticos que rotulados de independentes se servem desta figura para contornar o seu antagonismo e na prática chegarem ao poder político ou através deste conseguirem os benefícios individuais que daí lhes advenham.
Em que o descrédito nas Instituições e nos seus responsáveis está instalado de forma generalizado face a revezes sistemáticos nas suas condutas mesmo quando tal não lhes deva ser imputado.
E também, face a uma realidade onde a mentira compulsiva é decorrente e recorrente de que resulta sempre prejuízo dos que maiores dificuldades enfrentam.
Importa por isso recuperar os índices de confiança e de credibilidade que só quem estiver na vida política com elevado sentido de servir conseguirá materializar!
Importa também, estabilizar a vida em sociedade través da recuperação do conceito Estado Social, onde a iniciativa e a concretização de políticas de equidade visando a reconstrução do presente e a preparação da construção do futuro sejam o quotidiano.
Um Estado Social que resulte de estratégias concertadas visando o equilíbrio harmonioso e sustentável do meio; dos recursos; da vida; das pessoas!
Neste contexto, e sendo o Congresso a reunião plenária de maior dimensão e importância interna na atividade de um partido político, assumem as suas resoluções perante os seus militantes; a opinião publica que lhe não é afeta; o eleitorado em geral e o País em particular, a responsabilidade cívica implícita; Sem tibieza! De forma clara e transparente! Dizer o que pensa sobre a conjuntura política nacional e internacional. Quais as soluções encontradas no seu seio e que aponta, de forma credível, como resposta à grave crise nacional e Internacional que os Portugueses em particular e a Humanidade em geral atravessam! Sendo que, aos Portugueses, importa em primeira instância perceber para onde vão e como é que vão! Direito inalienável que assiste aos que ainda acreditam! E aos que já não acreditam, também!




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