Fotografia:
O “anjo” do diabo

O aparecimento público do ex-primeiro-ministro José Sócrates num canal da televisão pública deixou uma onda de indignação naqueles que jamais poderão esquecer a sua péssima governação. Teve responsabilidades irreversíveis no atual cenário “insolvente”, retratado num Portugal em “coma” económico desde o início do seu “reinado” até ao dia em que foi vencido nas últimas eleições legislativas.

Albino Gonçalves
8 Abr 2013

O país está “neoplásico” e em estado de sobrevivência, pois é sabido que o “curador” seguinte não tem sido capaz de administrar uma terapêutica capaz de eliminar esta grave “maleita” infligida à sociedade civil. Com tantas “laranjas” suculentas de vitamina C, é pena que não diminua a gravidade da “doença”.
Compreende-se que o ex-presidente da República Mário Soares apelide de “uma entrevista brilhante” a que o seu “amigo do partido e companheiro das lutas cor de rosa” tentou induzir aos telespetadores mais expetantes, mas não os convencendo. No seu discurso, optou por uma linhagem da “vitimização”, como um governante perseguido e rendido ao fracasso. Não esqueçamos que basta fazer um recuo temporal para recordar em tempos de outrora a vontade popular de ver o senhor Sócrates o mais rapidamente possível fora da governação. Era incómodo falar dos escândalos em que supostamente esteve envolvido, dos célebres cargos dos “boys” na Administração Central, da turbulência existente nos “corredores” da justiça, da pouca clareza do seu currículo académico, das assinaturas quando estava ligado a uma autarquia, e muitos outros casos do foro judicial relatados na praça pública.
Infelizmente, o atual líder da governação portuguesa está a consolidar de “mão beijada” o regresso do lado B da cassete política, isto é, de uma oposição vazia de ideias concertadas e credíveis para um povo mais pobre, mais sofrível e demasiado cansado de testemunhar, ao longo destas décadas, incompetência, demagogia e espetáculo circense da política à moda portuguesa
O senhor José Sócrates, num canal televisivo, apresentou-se como um “anjo” do diabo, um ator que sabia o guião de olhos fechados para uma “lavagem ao cérebro” sobre o seu passado político. Supostamente tentou esquivar-se das suas responsabilidades sobre o quadro negro económico, social e político em que se encontra neste momento Portugal. De tanta acusação, só faltou meter no mesmo saco o eleitorado contribuinte para o cargo que exerceu como primeiro-ministro. Talvez esta “peça de tea-
tro”, fosse bem-sucedida para a próxima geração desvinculada da consulta à história da má governação deste país moribundo e politicamente repetitivo. Talvez mais um “tempinho” em França fosse desejável ou o seu silêncio o mais convincente.
Portugal precisa de “veia” política nova, inovadora, mais saudável, devidamente musculada para dureza dos problemas que enfrentamos, com outro sentido intelectual e uma agilidade mais inteligente. Urge reformar, a começar pelos atuais políticos que não largam o “vicio e o profissionalismo” da sua sustentabilidade e relação com a gestão institucional de Portugal. Não devia ser permitido que um político ocupasse cargos públicos mais de 8 anos. Esperamos nunca mais ter um modelo de governação “socrática”, como dispensamos o seu promotor, desejando-lhe as maiores felicidades no seu novo emprego, precisamente numa empresa geradora de notícias públicas relacionadas com a falta de clareza em negócios aquando do seu governo.




Notícias relacionadas


Scroll Up