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As relações interpessoais

Os agregados familiares são muitas vezes bastantes conflituosos. A sociedade em que vivemos, e que está repleta de inúmeras complexidades, é o reflexo do que se passa nas famílias. Estas são constituídas por graus de parentesco e, por isso, por pessoas que as agregam: os avós, pai e mãe, irmãos, tios e tias, primos e primas e por outros que farão parte da família.

Adão Gomes Pereira
8 Abr 2013

Entre irmãos nem sempre há relações de proximidade, respeito, aceitação, compreensão e tolerância, porque nem todos funcionamos da mesma maneira, e os feitios e formas de ser e estar não se coadunam com a maneira e a forma como cada qual se posiciona, relaciona e olha para o outro.
Onde há pessoas, há também conflitos. Ninguém é igual a ninguém. Como podemos compreender tal problemática inter-relacional tão complexa? Uns são melhores do que outros, mais tolerantes, compreensivos, porque sabem respeitar o outro pelo que aparenta ser. Aparentamos aquilo que alguns julgam que somos o que realmente não somos, porque não nos conhecem nem querem conhecer-nos. O não saber o que pensa cada um de nós é um dos grandes enigmas do ser humano. Não devemos julgar e injuriar o que não conhecemos. Não devemos falar sobre o que não sabemos.
Há muitos irmãos que não conseguem entender-se, não são capazes de se encontrarem, de se procurarem e conviver. Quando isto acontece, quem mais sofre com estes desentendimentos são as mães. Por que será? As mães tudo tentaram fazer e dar-lhes o melhor para o seu crescimento e desenvolvimento, mas, à medida que vão crescendo, a mãe sabe e sente que seus filhos não se dão bem…
Como em quase tudo na vida, cada um de nós deve esforçar-se para manter essa união, apesar de não ser fácil.
Felizmente, há irmãos cujas relações e amizade são verdadeiras, puras. Infelizmente, outras relações são lamentavelmente o oposto. Seria e devia ser precisamente na diferença e na aceitação que deviam funcionar outros conceitos. É por isso que ninguém é igual a ninguém. Há muitas limitações e falta de capacidades em entender e perceber tanta coisa!
Gosto mais do tio Francisco do que do tio Eduardo, porque será? Somos, sem qualquer margem para dúvidas, diferentes, mas,
entender a diferença não está ao alcance de todos. A quem amamos de verdade, damo-nos totalmente. No seio familiar nem sempre somos bem compreendidos, aceites, diferenciados positivamente e até enaltecidos. O ser humano nem sempre é aberto, sincero e puro. No que me diz respeito, gosto da frontalidade, da lealdade, da sinceridade, e não suporto a hipocrisia, a avareza, a manha, a desconfiança, a maldade, indiferença e os que inventam e apreciam denegrir quem não conhecem.
As famílias, a sociedade são sempre revestidas de enorme complexidade. O ser humano é sempre imprevisível. Quem é bom, tem bom coração e bons sentimentos aprecia o bem-estar dos outros, a humildade, a gratidão, a educação e o respeito. Reconhece o mérito, trata e convive com os mais vulneráveis, com aqueles que gostam de uma palavra amiga.
Neste mundo complexo haverá sempre diferenças, mas o que é fundamental é sermos capazes de perceber e aceitar essas diferenças. Fazer-se respeitar pelos outros e saber respeitá-los é uma tarefa que exige muito de cada um de nós.
Apesar de algumas perturbações e oscilações no seio familiar, esta é a célula fundamental para nos podermos construir e desenvolver. Na sociedade, com muito custo pelo caminho, temos que nos adaptar às várias situações que se nos deparam. Apesar de ser uma tarefa muito difícil.




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