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Carta aberta ao candidato Vítor Sousa!

Dirijo-me a si publicamente porque não o conheço pessoalmente mas sei que, neste período de pré-campanha eleitoral todos os políticos gostam muito de falar e ainda mais que se fale deles. Por isso, aqui vai o meu contributo para essa causa. Aproxima-se outubro e com ele o mais significativo momento eleitoral para a vida dos munícipes de Braga. As eleições que se aproximam colocam 2 fortes candidatos em confronto diário que, pela sua postura, atitude e determinação, vão expondo diariamente o seu caráter e a sua vocação para o exercício do poder autárquico.

Ana João Braga
7 Abr 2013

É o momento dos bracarenses estarem atentos e focados em quem merece, ou não, representar e dirigir os destinos da nossa cidade. 35 anos de “reinado” mesquitista deixa uma pesada herança ao seu sucessor, no bom e mau que isso significa. De bom, podemos referir que Braga é hoje uma cidade limpa, bonita, organizada. Uma cidade onde se nota positivamente a requalificação no centro urbano. Uma cidade com mais espaços verdes e espaços públicos destinados aos munícipes. Uma cidade com infraestruturas modernas e ligada por auto-estradas às restantes cidades importantes do país e da Europa que lhe completam a vocação internacional da cidade. Se este legado “mesquitista” se enquadra numa leitura mais positiva, temos outros aspetos relevantes menos positivos. De referir a falta de dinamismo, capacidade de iniciativa e de organização, que estimule a competitividade empresarial de modo a garantir impulsos positivos no crescimento económico, no emprego e na inovação. A falta de comprometimento pessoal e coletivo de todos os atores políticos que exercem governação municipal, numa estratégia concertada de atuação nas várias dimensões do território urbano: cultura, desporto, lazer, economia, desenvolvimento urbano e turístico, a fim de produzir resultados que melhorem a qualidade de vida dos munícipes que, diariamente labutam, constroem e transformam a cidade. E ainda de menos positivo os comportamentos abusadores que caraterizam alguns políticos, tais como corrupção ativa e passiva, tráfico de influências, peculato, participação ilícita em negócios ou defraudação de interesses patrimoniais públicos que têm de ser em absoluto evitados, rejeitados, denunciados e condenados.
Partindo do princípio que estas atitudes menos dignificantes não mais se repetirão, eu expresso aqui a minha preferência pelo candidato Vítor Sousa, por ser um homem que me parece ser próximo das pessoas, afável, simpático e bom comunicador. Já o ouvi em diferentes contextos e simpatizo com a forma como lida com o confronto valendo-lhe a experiência governativa, flexibilidade, ponderação e sensibilidade o que lhe confere um perfil adequado à função a que se candidata.
Os bracarenses, apesar de desacreditados na política, anseiam encontrar alguém que seja capaz de mobilizar as forças sociais, culturais e económicas para a reflexão e para a ação, visando a construção de um município mais seguro, moderno, justo, solidário e democrático.
Acredito que Vítor Sousa reúne condições para garantir o meu voto de confiança! Mas deixo-lhe aqui algumas recomendações, baseadas em princípios que marquem a diferença dos mandatos anteriores e que devem fazer parte da maneira de ser e de estar do novo presidente da Câmara nos seus diversos níveis: político, técnico, administrativo, organizacional e relacional. A futura equipa governativa tem de conceber uma Câmara Municipal como uma instituição fortemente comprometida com o serviço público, que governa com seriedade, com competência, com excelência, com sensibilidade social e que se assuma como fomentadora, facilitadora e articuladora do desenvolvimento local, nos diversos domínios; uma Câmara Municipal com visão de futuro, que fomenta a confiança e mobiliza as forças económicas e sociais e os grupos de interesse para a criação de um ambiente favorável à atividade económica e à qualidade de vida e bem-estar dos munícipes; uma liderança inovadora que responda em tempo apropriado e com qualidade às necessidades dos munícipes; uma liderança que se entrega ao trabalho e ao estudo dos dossiers, no sentido de encontrar as melhores soluções para o município; uma liderança servidora, humilde, mas determinada, dialogante e firme nas suas convicções e princípios, e obstinada na defesa do interesse público local; uma Câmara que se oriente pelos princípios da honestidade, responsabilidade, legalidade, objetividade, não discriminação, transparência, proximidade e sentido de serviço à comunidade.
Será que podemos confiar em si?! Será que temos homem para garantir estes propósitos?!
Se assim for, conte com o meu voto!…




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