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Ausência de relação entre as equipas de intervenção na multideficiência

No sentido da inovação e da inclusão, foram criadas Unidades de Apoio Especializado, visando um melhor acompanhamento aos alunos portadores de deficiências. Sendo estas unidades do 1.º, 2.º e 3.º ciclo, proporcionando um melhor acompanhamento a estes alunos com necessidades especiais nas escolas públicas. Estes alunos estão matriculados em turmas do regular, frequentando algumas aulas comuns das quais fazem parte, e estando o restante tempo letivo numa sala com apoio especializado.

João Alves
7 Abr 2013

No intuito de melhorar este apoio especializado a DREN realizou parcerias com Centros de Recursos, facultando a estes, apoios a nível da terapia da fala, terapia ocupacional, fisioterapia e psicologia. Cria-se assim uma rede de apoio teoricamente capaz de responder às necessidades destes jovens.
Tendo presente que o apoio é indispensável e relevante, estes alunos desde cedo são seguidos por técnicos do hospital, clínicas, gabinetes, associações e terapias manuais, na qual a partilha de informação entre as várias equipas é fundamental para uma evolução positiva do aluno. Desta forma os alunos podem usufruir de terapias na escola durante o período letivo e após o horário escolar no Hospital, nas clínicas, gabinetes, associações e terapias manuais. Porém, nem sempre a organização de horários é cumprida, e os alunos faltam às terapias dadas na escola para usufruírem da mesma terapia, ou de outras terapias no exterior, que podem ir em direcções opostas prejudicando o visado, não havendo nenhum sentido médico para que coexistam. O beneficio terapêutico é muito dúbio demonstrando simplesmente que não há coordenação entre instituições e entre pais e instituições. É provocado assim um desperdício de meios e de serviços, que seria evitado se as instituições partilhassem informação de horários com uma maior creditação dos seus colaboradores no terreno fazendo entre eles um trabalho em uníssono com as diversas instituições terapêuticos. Por outro lado, os pais têm de ter uma maior consciência da importância de todo um tratamento, culminando este numa terapia comum e convergente para o seu filho por equipas multidisciplinares de diversas instituições. Nenhuma equipa terapêutica é melhor que a outra, e todos os envolvidos são importantes para o desenvolvimento do aluno com defi-
ciência, que é o mais importante nesta situação e não as instituições.
É necessário melhorar a comunicação entre as equipas envolvidas no desenvolvimento do aluno e a constante interação, uma vez que o trabalho em equipa conduz-nos a um melhor resultado terapêutico. A implementação de uma ideologia de discussão clínica por parte de todos os intervenientes como médicos e terapêuticos, pais e instituições de casos clínicos origina novas estratégias para alcançar objectivos práticos que têm de ser trabalhados como equipa, podendo mesmo criar oportunidades no mundo da investigação, onde podemos inovar, onde nada se faz e nem se deixa fazer, pois temos casos, do ponto de vista médico, únicos no mundo. Para tal será necessário que todos os envolvidos tenham consciência que o mais importante é o desenvolvimento dos alunos e não o proveito próprio.
É essencial uma linha fracturante com este modelo de trabalho, temos que parar de manietar os bons terapeutas que efectivamente estão no terreno e dão diariamente provas de que são inequivocamente uma mais valia. Associativismo e cooperativismo têm de ser palavras pertencentes ao dicionário dos intervenientes.  Precisamos de potenciar os meios físico e humanos em prol destes jovens portadores de deficiência. Trabalhar em conjunto é imperativo, temos que mudar Braga e Juntos por Braga conseguiremos.




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