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Domingo da Divina Misericórdia e o Beato João Paulo II

Divina Misericórdia é uma devoção religiosa católica de origem polaca, e cuja divulgação se deve a Santa Faustina Kowalska, que é considerada uma das grandes místicas da Igreja Católica. No seu Diário, a religiosa relatou ter recebido instruções de Jesus, através de aparições, para que desse a conhecer ao Mundo a Sua Misericórdia. O processo de beatificação desta religiosa iniciou-se por iniciativa do, então, Cardeal Arcebispo de Cracóvia, Karol Wojtila, e, posteriormente, foi canonizada pelo mesmo bispo, já enquanto Papa João Paulo II.

Maria Fernanda Barroca
6 Abr 2013

Segundo os católicos, Jesus Cristo não apenas ensinou à Irmã Faustina Kowalska os pontos fundamentais da confiança e da misericórdia para com os outros, mas também revelou maneiras especiais para viver a Sua Misericórdia.
 A isso chama-se «devoção à Divina Misericórdia». A palavra “devoção” significa o cumprimento das nossas promessas; é uma entrega da vida ao Senhor, que é a própria Misericórdia
Entregando as vidas à Misericórdia – ao próprio Jesus Cristo – a pessoa torna-se instrumento da Sua Misericórdia para com os outros, assim podendo e devendo, pôr em prática o mandamento de Jesus: «Sede misericordiosos como também vosso Pai é misericordioso» (Lc 6,36).
Ora em Maio de 2000, o Beato João Paulo II, institui a Festa da Divina Misericórdia para toda a Igreja, decretando que se festejasse no Segundo Domingo da Páscoa – este ano amanhã, dia 7. Como é uma Festa móvel, não cai sempre no mesmo dia. E assim a 2 de Abril de 2005, um sábado para o devoto de Maria, e véspera do Domingo da Divina Misericórdia, morre às 21.37 horas o Papa João Paulo II.
Recuando no tempo, em 30/11/1980 e ainda sobre a Misericórdia Divina o Papa João Paulo II apresentou a Encíclica “Dives in Misericordia”. É nesta continuidade que nos vai aparecer a primeira encíclica do Papa Bento XVI “Deus é Amor” (Deus Caritas Est), “anunciando ao homem de hoje o amor misericordioso de Deus”.
«No Evangelho desta Festa, lemos a narração do encontro do apóstolo Tomé com o Senhor ressuscitado: ao apóstolo é concedido que toque nas suas feridas para assim O reconhecer, como verdadeiro Deus e verdadeiro Homem. E Tomé, rendido, exclama: “Meu Senhor e meu Deus!” (Jo 20, 28). O Senhor levou consigo na eternidade as suas feridas. Ele é um Deus ferido; deixou-se ferir por amor para connosco. As feridas são para nós o sinal de que Ele nos compreende e de que se deixa ferir pelo amor para connosco. Estas suas feridas como podemos nós tocá-las na história deste nosso tempo! De facto, Ele deixa-se ferir sempre de novo por nós. Que certeza da sua Misericórdia e que conforto elas significam para nós! E que segurança nos dão sobre o que Ele é: “Meu Senhor e meu Deus!”. E como constituem para nós um dever de nos deixarmos por nossa vez por Ele!
As misericórdias de Deus acompanham-nos dia após dia. É suficiente que tenhamos o coração vigilante para as poder sentir. Somos demasiado inclinados para sentir apenas a fadiga quotidiana que, como filhos de Adão, nos foi imposta. Mas se abrirmos o nosso coração, então podemos, mesmo imersos nela, ver também continuamente quanto Deus é bom connosco; como Ele pensa em nós nas pequenas coisas, ajudando-nos assim a alcançar as grandes. Com o peso aumentado pela responsabilidade, o Senhor trouxe também uma ajuda nova na minha vida. Repetidamente vejo com alegria reconhecida quanto é grande o número dos que me apoiam com a sua oração; que com a sua fé e o seu amor me ajudam a desempenhar o meu ministério; que são indulgentes com a minha debilidade, reconhecendo também na sombra de Pedro a luz benéfica de Jesus Cristo.
Por isso gostaria de agradecer de coração ao Senhor e a todos vós. Gostaria de concluir esta homilia com a oração do Santo Papa Leão Magno, com aquela oração que, precisamente há trinta anos, escrevi na imagem-recordação da minha sagração episcopal. “Rezai ao nosso bom Deus, para que se digne fortalecer nos nossos dias a fé, multiplicar o amor e aumentar a paz. Que ele me torne, servo miserável, suficiente para a sua tarefa e útil para a vossa edificação e me conceda um desempenho do meu serviço que, juntamente com o tempo concedido, aumente a minha dedicação. Amém”» (Homilia de Bento XVI na Missa comemorativa dos seus 80 anos).
E qual foi a palavra mais pronunciada, pelo Santo Padre Francisco I, no seu Primeiro Angelus, a 17 de Março? Pois foi a palavra MISERICÓRDIA (contei no texto publicado na Ecclesia, 9 vezes a palavra misericórdia): “(…) evocando uma passagem da imagem da Senhora de Fátima por Buenos Aires”.
“O rosto de Deus é de um Pai misericordioso, que tem sempre paciência”.
O Papa Francisco deixou elogios a um livro do cardeal Walter Kasper, sobre a “misericórdia”, uma palavra que “muda tudo”.
“Um pouco de misericórdia torna o mundo menos frio e mais justo”, disse o Papa depois de ter convidado os fiéis a serem “misericordiosos com todos”.




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