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A Páscoa é a festa da alegria

Os discípulos ficaram cheios de alegria ao verem o Senhor [João 20, 20] A Páscoa é a grande festa dos cristãos, é a festa da alegria. Uma alegria que tem o fundamento num acontecimento e numa Pessoa: Jesus, o nazareno crucificado, está vivo! Mas a ressurreição não pode ser testemunhada pelo olho humano. O encontro com o Ressuscitado é gradual: começa no sepulcro vazio e vai até à presença de Jesus Cristo no meio da comunidade. «Os discípulos ficaram cheios de alegria ao verem o Senhor» (João 20, 20). Hoje, a Igreja é chamada a viver e a testemunhar aquela mesma alegria que invadiu os discípulos quando «viram» o Senhor Jesus Cristo (ressuscitado, vivo para sempre).

Marcelino Paulo
4 Abr 2013

A alegria nasce deste encontro. É verdade que a fé não resolve as situações do dia a dia. Pelo facto de termos fé, não estamos livres do erro, dos problemas, das decisões difíceis ou isentos de qualquer tipo de sofrimento. Mas a fé, a fé em Jesus Cristo (ressuscitado, vivo para sempre) altera a forma como «vemos» as situações do dia a dia. O medo desaparece. Uma luz brilha com mais intensidade. Por isso, todos os cristãos temos que expressar a partir do coração, com um amplo sorriso: Feliz Páscoa!

A Páscoa é o tempo das aulas práticas. Ao longo da Quaresma participamos no «mestrado em Jesus», recebemos os seus ensinamentos (sete lições magistrais dadas por Jesus). Jesus Cristo mostrou-nos as características do evangelizador, isto é, como ser anunciadores da Boa Nova aos homens e mulheres de hoje.
Agora, estas aulas práticas duram cinquenta dias (sete semanas), tantos quantos os dias de Páscoa:

1.ª – primeiras dificuldades em unir fé e alegria (31 de março a 6 de abril): somos lentos a entender a razão da nossa alegria;

2.ª – viver uma vida «ressuscitada» (7 a 13 de abril): marcados pela presença diária de Deus;

3.ª – ter uma boa alimentação (14 a 20 de abril): quais são os nossos hábitos alimentares?; de que se alimenta a nossa vida «ressuscitada»?;

4.ª – fazer exercício (21 a 27 de abril): a vida «ressuscitada» entendida como uma atividade desportiva;

5.ª – visitar periodicamente o médico (28 de abril a 4 de maio): fazer análises com frequência, para perceber o estado da nossa vida «ressuscitada»;

6.ª – consultar o psicólogo (5 a 11 de maio): não basta cuidar da saúde corporal, também precisamos de estar bem a nível mental, espiritual;

7.ª – ter estabilidade no trabalho (12 a 18 de maio): temos de estar seguros e convictos do nosso «trabalho» cristão.

O último dia (Pentecostes) dá o mote para o tempo que se segue: uma vida diária «com Espírito», viver acompanhados pelo Espírito de Jesus Cristo (Espírito Santo). Ao longo dos seis meses seguintes somos desafiados a viver diariamente o que aprendemos no semestre anterior (Quaresma e Páscoa).




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