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Outro Ponto de Vista…

Uma nota prévia, se calhar não necessária, mas que de todo quero manifestar. Politicamente nos antípodas da forma e do conteúdo presente em Sócrates. Não obstante, reconheço que a sua reentrada, passados dois anos de ausência imposta, vai provocar estragos. A entrevista ao canal televisivo governamental, a RTP, do responsável pelo modo como a governação atual é obrigada a impor políticas de austeridade, ficará nos anais da história jornalística como a não-entrevista, como o mais rigoroso exercício de pura mistificação e propaganda.

Acácio de Brito
29 Mar 2013

Sócrates no seu melhor, a culpa com este personagem é sempre de outro.
Aliás, uma questão que se deve colocar é o porquê de estarem presentes mais duas pessoas no estúdio aquando da prestação propagandística do nosso ex-primeiro.
Porquê?
Por uma questão decorativa?
Ou porque, com eles, até podia parecer aos mais desatentos que aquilo era uma entrevista?
Sem desprimor pelos jornalistas, aliás José no seu melhor estilo continua a revelar estilo de má-educação, faltaram questões muito relevantes.
Sinceramente, não vislumbrei
necessidade alguma de ter mais personagens no décor montado.
Como propaganda, perfeito!
Mas será que nos tempos que correm, de dificuldades reais para o comum dos que contribuem, ainda, surte efeito o estilo “tipo venda de sabonetes”?
Não sei.
Não obstante, tenho algumas cer-
tezas.
Uma delas é que o país revisitado por Sócrates não é seguramente aquele em que ele está habituado a viver.
Neste retângulo à beira-mar plantado vivem milhões de portugueses com dificuldades acrescidas, que as têm por culpa dos
caminhos que os obrigaram a trilhar.
Por culpa da aplicação de políticas erradas, impróprias e despesistas.
Porque apesar da aparência pseudomoderna que nos pretenderam impor, temos um país real que sofre por não poder dar aos seus o mais elementar, ou seja, o pão de cada dia.
O país real, não o que faz de conta para não contar coisa alguma, esse, de forma serena interioriza o que de mais autêntico carateriza o humano e afirma interiormente: alguém nos andou a mentir, porque a realidade é mesmo outra, mas continua com falta de vergonha.
Só mesmo lhe sobra a falta de decoro!




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