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Novo Comité Olímpico

Já tive a oportunidade de dar os parabéns à lista recentemente eleita para comandar os destinos do Comité Olímpico de Portugal (COP) para os próximos 4 anos e em especial ao novo presidente, uma das pessoas mais brilhantes a pensar e a escrever sobre política desportiva no nosso país, o Dr. José Manuel Constantino. Mudará certamente o estilo de liderança no COP e a forma como este se apresentará “mais aberto” a todos os agentes de desenvolvimento desportivo. Sobre esta questão, acho que ninguém tem a menor dúvida!

Fernando Parente
29 Mar 2013

José Manuel Constantino, entre outras ocupações profissionais e associativas, já foi presidente da Confederação de Desporto de Portugal e do Instituto de Desporto, dando-lhe um conhecimento privilegiado do que é estar do lado privado (associativo) e público (administrativo) do desporto em Portugal. A sua formação académica de base é a Educação Física, sendo o primeiro desta área em 13 presidentes que o COP já conheceu, o que faz com que transporte consigo um posicionamento diferente e também mais conhecedor sobre o Desporto Escolar e a Educação Física, nomeadamente o papel fundamental para o crescimento do número de praticantes e qualidade dos mesmos.
A equipa do COP que tomará posse no próximo dia 3 de abril não terá uma missão nada fácil, nomeadamente por força da conjuntura económica atual, pouco propícia a grandes alterações na sua estrutura operacional e técnica, assim como, no lançamento de novas atividades. No entanto, pensar e escrever não tem assim tantos custos como isso, assim como, convencer as pessoas que a organização do desporto em Portugal e o seu “modus operandi” tem necessariamente que mudar! Como todos sabemos, o desporto no nosso país é pouco praticado e os resultados desportivos no panorama internacional, de uma forma global, são francamente maus. Esta é a realidade que tem que se alterar o quanto antes, e o COP, também tem esta responsabilidade enquanto entidade mobilizadora e motivadora dos seus associados. Se o paradigma não mudar no COP também não se esperam resultados diferentes daqueles a que estamos habituados.
Do ponto de vista pessoal estive envolvido na eleição para o COP. Infelizmente, a lista a que eu pertencia não teve sucesso, mas a experiência foi excelente! Tive a oportunidade de conhecer melhor alguns dirigentes associativos que faziam parte da equipa do Engº Marques da Silva, e todos eles, com um nível ético e fair-play notável, pessoas que “vestem” diariamente o verdadeiro espírito olímpico. Mas o desporto não pode parar e perante as derrotas há que levantar a cabeça e dar os parabéns aos adversários. Sabemos que todos os que votaram nestas eleições para o COP o fizeram de uma forma consciente e de acordo com as propostas e as expectativas que percecionaram em cada uma das listas para um futuro melhor, o que também aumenta a responsabilidade de quem foi eleito. Um aspeto muito positivo e a destacar, foi o facto de todos os membros associados terem votado! Acho que é a primeira vez que assisto a uma participação de 100% de membros num ato eleitoral como este. Esta questão, para além da capacidade mobilizadora das duas listas, também indica que existe uma vontade de mudança no estilo e atuação do COP enquanto estrutura de cúpula do movimento associativo desportivo nacional. O único ponto negativo a destacar nestas eleições, foi o facto da Federação de Judo em funções, não ter tido a “elevação” de convidar o presidente já eleito a votar em nome da sua modalidade, o que do ponto de vista ético faria mais sentido.
Para finalizar, há que desejar as maiores felicidades ao José Manuel Constantino e à sua equipa. Agora que acabaram as eleições, cá estaremos como sempre, para ajudar a que o nosso país tenha mais desportistas e com resultados de excelência a nível internacional! “Boa sorte e boa governação!”




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