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Outro Ponto de Vista…

Confesso que normalmente não tenho pachorra para ouvir o monocórdico ministro Gaspar, não lhe reconhecendo mesmo valor relevante. Aliás, na linha de muitos, entre os quais o Senhor Presidente da República quando diz de modo assertivo que determinados comportamentos revelam insanidade e não se estava a referir a nenhures. E, a forma continuada como se tem prevalecido na adoção de um modelo que nos conduz à destruição da economia, revela que o Presidente volta a ter razão quando nos diz que o “bom senso emigrou para outras paragens”.

Acácio de Brito
22 Mar 2013

Então sexta-feira, quando perante a realidade, para muitos há demasiado tempo evidente, o ministro apresenta um argumentário a roçar o inqualificável.
Afinal ficamos a saber que o grupo parlamentar do CDS/PP, que desde há muito tem alertado os responsáveis para esta situação, não tem sido devidamente escutado.
Insustentável!
Não obstante, fazemos votos para que na reunião de sábado os conselheiros em funções do CDS/PP saibam ser merecedores dos seus pergaminhos, como defensores dos contribuintes e de um modelo de desenvolvimento que valoriza sempre a dimensão humana.
O tempo deixou de ser tempo de rodriguinhos.
A incompetência deve ser publicamente desmascarada.
Não podemos, nem devemos, permitir que em resultado de teimosias bacocas, tantos estejam neste momento sem emprego e sem esperança.
É tempo de valorizar o melhor do humano, é momento de exigência e de responsabilização.
Até porque os portugueses já demonstraram que são capazes dos maiores sacrifícios, mas todos aqueles que tenham verdadeiro sentido.
Agora escolher um modelo, o do “triunvirato”, e passados dois anos afirmar que o problema foi o desenho do paradigma, parece-me falta de vergonha.
O correto e não foi feito é que o esquema proposto implicava redução da despesa e não foi feito, optando-se pelo mais fácil, o confisco e o estupro fiscal, apoiando a estratégia toda na receita fiscal.
Aí está uma das explicações para o malogro da política adotada.
Espero que o CDS seja capaz de funcionar como o “ensinador” de novas práticas e que ainda estejamos a tempo de dobrar o cabo das tormentas.




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