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No dia do Pai

Como é já tradição, uma boa tradição, assinalamos a 19 de Março, festa de S. José, o DIA DO PAI. De todos os pais. Dos que assumem, de facto, a paternidade. Dos que a enjeitam. Dos que já partiram. Dos que estão longe e esquecidos de que são pais. DIA DO PAI, é, pois, um dia especial dedicado aos homens que, para sempre, são coautores da vida e desta responsabilidade não se devem esquecer. De facto, é-se Pai ou Mãe para todo o sempre! Não se pode ser Pai temporariamente. Ou quando apetece. Pelo menos biologicamente, os laços da genética são de tal modo entrelaçados que é impossível dissociar o contributo, igual, do Pai e da Mãe.

Carlos Aguiar Gomes
19 Mar 2013

A partir do momento em que o fenómeno biológico vital e inicial da fecundação ocorre, que começa a paternidade e nada nem ninguém pode apagar aquele contributo para o surgimento de uma nova Pessoa Humana. É esse o nosso momento da partida para a grande corrida da vida. E o Pai (com a Mãe) passa a ter uma grande responsabilidade tutorial sobre o filho, sem nunca poder considerado como propriedade de que se pode dispor.
Cada Pai tem, assim, uma enorme responsabilidade de que pode mas não deve alhear-se, mesmo que os caminhos da vida o afastem dos da Mãe do filho que ambos trouxeram à vida. E nenhum, salvo raras excepções, se pode arrogar ser tutor único do filho.
Este não é pertença de nenhum. Mas ambos, em igualdade, tem o direito/dever de cuidar com desvelo, amor e total atenção, sempre cuidando de salvaguardar o interesse superior do filho antepondo este aos seus legítimos anseios.
Num momento de colapso de uma civilização, como este que estamos a viver, poderá não ser muito “politicamente correcto” promover o direito natural da paternidade. Pode ser. Mas é um imperativo ecológico, social, moral e, até económico, defender, promover e louvar o papel na vida das crianças e jovens de cada Pai.
Neste DIA DO PAI, a Associação Famílias, fiel aos seus princípios orientadores, deseja felicitar todos os pais que exercem a paternidade com dedicação, esforço, amor e sentido das suas responsabilidades. Que, sem alardes, se mostrem exemplo do amor paternal.
Queremos, igualmente, exortar os pais que, por diversas razões, estão afastados ou se afastaram do exercício daquela função que lhes é própria, a procurarem assumir o papel que lhes compete na relação com os filhos, numa proximidade possível e sempre amorosa, no respeito total do chamado “superior interesse” das crianças e jovens, seus filhos.




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