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Como diminuir a dívida pública?

Portugal está a afundar-se perante uma insuportável dívida pública, comprometendo as atuais ativas, pró-ativas e já as duas próximas gerações. Há, da parte dos nossos governantes, uma notória incapacidade política para combater o grave problema da nossa independência e conforto das finanças do cofre do tesouro nacional. Questiona-se como aliviar este problema, indicador de severas medidas para atacar os sacrificados bolsos dos cidadãos, através do aumento de impostos indiretos, congelamento de salários e redução das precárias deduções fiscais, tal como na saúde, na educação ou no ambiente por via da renovação ou inovação das energias alternativas.

Albino Gonçalves
18 Mar 2013

O governo podia começar a dar mostras exemplares do rigor iniciando o corte nas mordomias da administração pública central, regional e local. Não é necessário ter uma boa habilitação técnica de economia para perceber, apenas num olhar elementar, como se poderia poupar muitos milhões de euros especificamente nas seguintes áreas: benesses aos muitos milhares de comissários políticos, atribuição de subsídios de transporte, cartão de crédito de despesas de representatividade, utilização da frota automóvel com ou sem motorista e reduzindo-lhes os diversos subsídios.
Vejamos dois exemplos típicos no seio de milhares de outros episódios desqualificados e dignos de uma abordagem de auditoria séria e descoberta: Como foi possível que o administrador da REFER, arguido no processo “Face Oculta”, recebesse 220 mil euros de prémio, valor monetário suportado pelo erário público? Como se pode admitir que um diretor artístico do Teatro Circo em Braga recebesse uma indemnização de 200 mil euros para cessar o seu cargo?
Que justificação tem o primeiro-ministro para explicar aos portugueses porque não reduz substancialmente os vencimentos dos deputados, governantes, direções gerais e até, por que não, as reformas acima dos 2500 euros? Os sacrifícios são para todos: Não podemos continuar com a divisão social de alto risco, em que a população desfavorecida paga sempre a “fava” dos erros grosseiros da incompetência, do fumo da corrupção, da deslealdade institucional e daqueles que arrecadam fortunas através do dinheiro dos contribuintes.
É preciso responsabilizar os que servem mal a nação. A saúde financeira do país está muito adoentada. As medidas preventivas indiciam sinais de combate ao despesismo supérfluo, exactamente atacando aqueles com maior poder económico e vencendo com coragem a emanação de uma atitude de austeridade ao estilo de vida regalada que os políticos, indiferentes, usam num discurso bipolar: primeiro olham para o seu umbigo e depois discursam de acordo com as doutrinas paliativas emitidas pelo chefe. Há quem afirme que as mordomias custam mais de 150 milhões de euros ao Estado para satisfazer as necessidades dos comissários políticos com vencimentos que ultrapassam em média os 10 a 15 mil euros por mês, contracenando com a maioria dos funcionários públicos que auferem apenas variantes entre 500 a 900 euros de salário mensal.
O governo deve dar o exemplo. Reformar sim, mas apenas e somente onde se ostentam sinais de desperdício e de pouca produtividade.




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