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Outro Ponto de Vista…

A ignorância histórica dos povos tem-nos conduzido quase sempre a situações de beligerância.Não aprendemos com os erros anteriores, nem com os exemplos negativos de tantos.
Não obstante, perscruta-se no momento atual um ar bafiento de tempos horríveis.
Os sinais estão todos presentes. Relativismo moral e humano absoluto. Tudo e o seu contrário é passível de aceitação. Facilitismo nas proposituras, demagogia nas soluções apresentadas, ignorância e incompetência na gestão das coisas públicas e, sobretudo um profundo egoísmo, a roçar o “umbiguismo” quando se trata de compreender o que verdadeiramente está em causa.

Acácio de Brito
15 Mar 2013

Os novos encartados nas ciências contabilísticas, escudados em modelos matemáticos puros, esquecem o elementar, o que tornou a economia uma ciência social relevante. O seu ponto de partida mais não era que a compreensão e enquadramento moral das escolhas humanas, as suas expectativas e realização.
A sua natureza era, é MORAL.
A economia tratava de um dos aspetos do humano, ajudava a compreender, perante a escassez dos recursos de que forma humanamente possível e realizável as escolhas ocorriam.
Hoje, com a desumanização do algoritmo, tudo é previsível, mas de modo insistente a realidade insiste em contraditar o modelo.
E quem tem a possibilidade de decidir, por manifesta incompetência, má-fé ou porque a vista do sofá não lhe permite ver mais, prefere convidar-nos a tapar o sol com uma peneira.
Puro dos enganos!
Alguns, porque hoje já despidos da responsabilidade da decisão, como Jean-Claude Juncker, afirmam de modo sereno que “os demónios da Europa ‘estão apenas adormecidos’”, outros, historicamente como Bento XV, avisadamente alertou o mundo e os homens no final da 1.ª Grande Guerra para os tempos hediondos que iriam provir e, não foi ouvido, tendo sido mesmo excluí-
do na construção da nova realidade dos sábios de então!
A ignorância, ontem como hoje teima em fazer história.
Apesar de tudo e infelizmente, o tempo veio dar-lhe razão.
O tempo de hoje, ainda é um tempo de estarmos a tempo!
E a eleição do Santo Padre Francisco, vindo das terras de muito longe é um bom sinal, de uma mudança que urge.




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