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Jornalismo, o que é e… para que serve?

“Jornalismo é a atividade profissional que consiste em lidar com notícias, dados factuais e divulgação de informações” (Wikipédia).Por formação, desportiva e académica, sou dos que me revolto quando certos indigentes usam recintos desportivos para destilarem a sua fúria ou raiva contra a sociedade que não lhes possibilitou uma educação plena, cívica e desportiva. No entanto, e ultimamente, talvez devido à quebra de vendas, que a crise acentua, há jornais desportivos que fazem questão de criar incidentes ou os ampliarem na proporção que entendem justificar um acréscimo de vendas.

Carlos Mangas
14 Mar 2013

Há uns tempos, quando a claque do Leixões chegou ao 1.º de Maio e se envolveu em confrontos com a polícia, o jornal em causa fez manchete de incidentes em Braga, sem se preocupar em divulgar na mesma notícia que as gentes e claques do Sporting de Braga, nada tiveram a ver com o assunto. Mais recentemente fez uma primeira página onde dizia: “Sálvio escapa a tragédia”. Isto aconteceu, quando um autocarro do SLB foi apedrejado, no qual… Sálvio não viajava por não ter sido convocado.
A última notícia refere-se a um acontecimento no decurso do SCB-Marítimo em que por sinal estive envolvido e que é um chorrilho de invenções. De seguida, passo a citar, a “notícia” e os factos REAIS que lhe correspondem.
 Notícia – “Dois grupos de adeptos do SCB envolveram-se em confrontos, …entre eles encontrava-se João Tomás…”
Facto – Devido à ocupação indevida de cadeiras por parte de duas pessoas, sendo uma delas, João Tomás, os detentores da cadeira que entretanto chegaram, pai e filho, solicitaram-lhes que saíssem. Depois de azeda troca de argumentos, em que o filho terá alegadamente posto em causa a orientação sexual do adepto que acompanhava João Tomás, este adepto, agrediu o jovem, deixando-o a sangrar do nariz. O pai do agredido, envolveu-se com o agressor, sendo os dois separados por outros adeptos, entre os quais eu me incluía.
Notícia (continuação) – “…Apanhado na confusão, o PL optou por abandonar o estádio uma vez que a sua segurança estava em risco.”
Facto – A pedido do agredido, os seguranças chamados para identificar o agressor, acompanharam-no, juntamente com J. Tomás, para uma zona debaixo das bancadas onde a identificação foi efetuada e a queixa apresentada. Mais ninguém os acompanhou e a maioria dos presentes nem se apercebeu que um dos envolvidos era J. Tomás, que se manteve sempre afastado da confusão.
Notícia (continuação) – “…Do incidente resultou um ferido que saiu do AXA ao mesmo tempo que o goleador”
Facto – “O ferido” voltou ao seu lugar ainda no decurso da 1.ª primeira parte do jogo e João Tomás viu o resto do jogo na bancada superior poente, conforme me foi confirmado por um colega que lá se encontrava.
Apetecendo-me também especular, deduzo que a notícia terá sido feita, baseada em fotos ou observação a partir do relvado e transmitida a alguém que se encontrava na bancada superior, e como tal impossibilitado de assistir ao que acabei de transmitir.
Não bastam os desacatos a que ultimamente o nome do clube tem estado associado, ainda vêm pessoas com responsabilidades, mas de uma forma irresponsável, “atirar achas para a fogueira” fazendo com que já hoje tivesse de ouvir: “Já que o Marítimo não trouxe adeptos e vocês precisam “bater” em alguém, batem uns nos outros”.
Por isso, ao jornal e jornalistas em questão, sugiro que se gostam de sangue e guerra, peçam para ir para o Egito fazer a cobertura dos infelizes acontecimentos que por lá há, tentando cumprir com a missão de jornalismo que é informar.

 




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