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Complexo da rainha de copas

Nos tempos que correm, há uma reação/atitude que me alarma sempre! Não bastam os tempos difíceis que atravessamos, ainda temos que lidar com a incompreensão/estupidez de certas pessoas. Há algumas que exigem que as pessoas trabalhem como máquinas. Quando tal não acontece, soa a sirene do alarme e há sempre uma rainha de copas que grita “Cortem-lhe(s) a cabeça”. Não há paciência para perceber o que se passa para compreender como se pode, de forma construtiva, resolver o problema. Talvez porque seja mais fácil destruir do que construir. Talvez porque seja mais fácil apontar erros do que soluções.

Maria de Fátima Nascimento
13 Mar 2013

Nos tempos difíceis que estamos vivendo, as pessoas, enfim algumas, não parecem ter melhorado, continuando a serem as mesmas pessoas medíocres de sempre. Estas não aprendem nada a não ser a destruir seja o que for ou quem for. Não sabem fazer mais nada. O discurso delas era o dos avós que passou para os pais que passou para eles. Não se vê melhoras. O pior é que ninguém está preocupado com isso, uma vez que não percebem o que há de mal com elas. Depois, olham em redor e comparam-se. A comparação deixa-as felizes. A maioria das pessoas são como elas! São pessoas que estão sempre dispostas a apontar o dedo enquanto passam sempre a generosa esponja pela consciência. São essas pessoas que, quando dão por algum erro, mais ou menos grave, a única atitude é humilhar as pes-
soas de forma arrogante, tratando-as como culpadas. Não interessa o que aconteceu ou como se pode dar a volta ao assunto para o resolver da melhor maneira. Não. Para essas pessoas, isso não é nada. Nem sabem o que isso é. O pior, é que ninguém está acima do dedo da justiça. Estas pessoas começam a ser visadas pelas pessoas inteligentes que tentam perceber o que se passa e a razão de certas atitudes. O pior é começar a colocar as questões certas no momento certo, pois as respostas começam a desenhar–se na cabeça das pessoas atentas. Mas não deixam de ser conjeturas até que as histórias chovem como sementes em mão de generoso agricultor. Aí, as suspeitas tomam forma. E percebemos que as pessoas que mais deveriam estar caladas, porque não servem de exemplo a ninguém, são as que mais falam e mais acusam as pessoas como se estas fossem criminosas. Com vinte e seis anos de trabalho, nunca conheci outra postura para além da construtiva (embora a paciência para com as pessoas medíocres esteja a atingir o vermelho, pois estas têm de ser colocadas no seu lugar) continuo ainda a deparar-me com pessoas absolutamente destrutivas. Quando surge um erro, mesmo que não seja meu, sou a primeira sempre a colocar-me em causa. É um costume meu. Afinal, eu conheço-me e sei como sou distraída e como essas distrações, quando misturadas com o cansaço (e porque não dizê-lo a idade) podem assumir erros que se podem revestir de alguma gravidade. Contudo, sou sempre, ou tento ser, aquela que repõe a verdade acima de tudo seguida de desculpas. As minhas desculpas, mas não sei ser de outra maneira. Também não me parece que não estou errada! Afinal, somos apenas pessoas com todas as consequências que isso possa trazer! Embora custe à vaidade de certas pessoas essa realidade.




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