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O domínio do nosso subsconsciente

Já quase não temos tempo para auto-reflexão. Estamos ainda muito distantes de sermos capazes de adivinhar o verdadeiro conteúdo que trazemos em nós ou de avaliarmos o que realmente significamos. A submissão aos modelos normativos impostos pela conveniência do sistema impede-nos de parar para pensar. É que o mais importante é invisível e está dentro de nós, na nossa mente, como central geradora de toda a nossa energia interior, que funciona como o poderoso executor de todas as nossas ordens conscientes, das nossas programações e perspectivas, sonhos e ambições, bem como de todas as mentalizações que a vida ao longo do seu curso nos ensina.

Albino Gonçalves
11 Mar 2013

Por isso, é tão importante pensar positivo, de forma optimista, quer em nosso favor quer em prol dos outros, e dizermos coisas agradáveis e benéficas sobre nós, incluindo os nossos semelhantes.
Já que a nossa felicidade está na relação directa da qualidade dos nossos pensamentos, devíamos cultivá-la com maior rigor, dinamismo e dar um passo enérgico em direção à auto-estima com o objetivo de melhorar os efeitos magníficos que proporcionam um quadro comportamental sempre bem-vindo e muito apreciado.
Nesta sequência, é tão importante reconhecer a ligação que existe entre o que pensamos e o que sentimos, para identificarmos e reconhecermos as crenças irracionais sobre nós mesmos, os outros e o mundo envolvente.
Os nossos hábitos mentais devem ser tratados com optimismo, que controla sentimentos e emoções, para que não nos desgastem desnecessariamente, limitando a nossa existência e retirando-lhe qualidade, fundamentalmente ao nível da saúde e da relação humana.
A nossa voz íntima vai repercutir-se ao nível da motivação circunstancial da nossa pessoa, incide na voz partilhada de acordo com a s relações que estabelecemos com os outros. Se essa voz for positiva, manifesta-se pelo agradável, que nos leva onde desejamos, sem utopias, determinados e com os pés assentes na realidade. Há pessoas com uma capacidade extraordinária, mesmo rodeadas de situações problemáticas. Conseguem “pintar” uma existência pessoal mais bela e cheia de sentido pelo encantamento que lhes trazem, quando despertam a intuição, pela via sólida da auto-estima, auto-confiança e promovem a transmissão da harmonia, da estabilidade ou da satisfação, através da percepção da tranquilidade do seu quotidiano.
Ao assumirmos os nossos limites, construímos o nosso chão real e co-responsabilizamo-nos pelo bem-estar da nossa identidade, que deve ser equilibrada e equilibradora.
Reside aqui a nossa capacidade de auto-cura, a tal cura interior, radicada no mais fundo de nós mesmos, que tem a ver com a nossa forma de agir, resultante do tal equilíbrio bem gerido e devidamente formado. Cada um de nós é o construtor da sua realidade pessoal,
e como tal, tem um auto-controlo sobre as atitudes que assume, consciente de que tudo o que pensar, tudo o que disser, e cada um dos gestos, vai originar em si uma reacção em cadeia.
Assim, se agirmos de forma equilibrada, com serenidade e sentido de responsabilidade cívica e cultural, estaremos a proporcionar uma onda de paz e amor em nós, e, naturalmente, à nossa volta, a contribuir para mudar o mundo para melhor, e, sobretudo, estaremos bem connosco, o que equivale a dizer mais saudáveis e sempre felizes.




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