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O melhor e o pior

Há dias, numa curta entrevista dada a um jornal diário, o nosso Cardeal D. Manuel Monteiro de Castro, que pela primeira vez participará no conclave para a eleição do futuro Papa, referindo-se ao momento difícil (económico) que Portugal atravessa, afirmava que para além da unidade nacional indispensável, “um dos pontos muito importantes é que se trabalhe em Portugal e não no estrangeiro, dando mais valor ao que temos” e não viver tanto do que se importa. É verídico e está altamente provado que quando se é emigrante, dói imenso na alma; mas muito mais provado está que quando tem que se viver cá, dói na pele.

Artur Soares
8 Mar 2013

Ninguém tem dúvidas da falta de cérebros que orientem os destinos do país. Quem não vê e sente que a prioridade de quem tem estado a governar nestas últimas décadas é somente fazer progresso do nosso subdesenvolvimento? Na verdade, não é triste nem indigno mudar de ideias; triste e indigno é não haver ideias para mudar, tendo-se de importar estas, que simplesmente nos debilitam, nos esmagam.
Portugal possui das maiores reservas mineiras de ouro, prata e platina; as maiores reservas de ferro da União Europeia e de excelente qualidade; as melhores e maiores reservas de volfrâmio na Europa; temos gás natural e de xisto na placa continental que dá pelo menos para cem anos sem se precisar de ninguém; as segundas maiores reservas de urânio da Europa pertencem-nos; somos o segundo país no mundo onde existe a maior reserva de cobre; o nosso solo arável é de 80% e sabe-se bem que a grande parte dele está ao abandono; temos uma das melhores redes hidrográficas e as melhores reservas de água doce em aquíferos subterrâneos inesgotáveis; temos terras raras, onde o bom vinho maduro, o vinho verde – único no mundo – e vinho generoso, nos premeiam neste canto europeu; temos o mar, completamente ostracizado, que nos obriga a consumir bem caro o peixe que importamos. Finalmente existe, porque provado, uma das maiores reservas de petróleo da Europa na costa algarvia e, segundo se diz, na zona do Barreiro, onde se preparam alemães e espanhóis para a sua exploração, pagando a Portugal um euro por cada barril extraído. Mas Portugal tem muitíssimas coisas mais, que garantiriam, se necessário fosse, o fecho das fronteiras para vivermos do que é nosso, felizes e com paz. 
Não é por acaso que para a Espanha fomos sempre apetecíveis durante estes novecentos anos. Eles viram nas entranhas do nosso solo o que os nossos monárquicos e republicanos nunca sonharam.
Assim, lamentando e pelas minhas contas, pertencemos ao grupo de 204 países, 809 Ilhas, 7 mares, 5 continentes e 9 planetas para, logo neste cantinho do mundo, haver a má sorte de Mário Soa-
res, de Cavaco, de Sócrates e deste governo terem cá nascido e de ter que os ruminar.
Desse modo e sobretudo porque eles nos levaram ao abismo, criou–se a maior reserva de rapaces, onde o povo sem a carne, apenas segura os ossos pela pele; aceitaram aqueles políticos emigrantes e privilegiados, que Portugal não explorasse os seus recursos, em prol de dinheiro fácil e que eles puderam encaminhar para uma banca ruinosa não controlada, em proveito próprio e em imóveis para albergar ratazanas; criaram-se Observatórios e Fundações, postos de trabalho gé-
meos para a irmandade maçon e não só; impuseram a maior burocracia europeia para dominar, esmagar e madracear fontes de rendimentos nacional; inventam postos de trabalho, por nomeação, a preços caros e com reformas exorbitantes e sem que os descontos se assemelhem em quantidade e em tempo, ao dinheiro que levam; existe um número de ministros e deputados, que vivendo luxuosamente à custa dum povo que (só) se agita, apenas se justificavam num país com 150 milhões de pessoas!
Somos dos mais ricos da União Europeia em recursos naturais, mas obrigados a ficar quedos e calados para se pagar a gordura que alguns transportam. Falta a Portugal sábios da política, a qual, contém filosofia, psicologia, sociologia e cristologia. Vivemos ao sabor de dirigentes estagiários que bloqueiam, que mentem, que definham o povo e que devolvem segundo-a-segundo ao povo os votos que os elegeu.




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