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Em louvor de um Amor que não cansa, nem descansa!

Chamou-me particularmente a atenção a recente manchete de um diário que titulava “Portugal, um país que se esvaziou”. No texto introdutório, a peça jornalística dizia: “Em Setembro de 2008 a falência do Lehman Brothers precipitava a crise global. Desde então, Portugal esvaziou-se; são cada vez menos os que nascem…”.Trata-se, na verdade, de um grave problema que, no futuro, pode vir a colocar em causa a sobrevivência de todo o modelo de sociedade em que vivemos e, em última instância, a identidade e cultura multisseculares do nosso próprio País.

Rosa Maria Arezes
8 Mar 2013

Já todos ouvimos dizer que a população está a envelhecer, que a taxa de natalidade está a cair desde os anos oitenta do século passado, atingindo, atualmente, níveis verdadeiramente dramáticos, e que o poder político também nunca tratou deste problema, através de medidas que incentivem a natalidade.
Digo “também”, porque me parece que existem outros fatores com mais relevância e mais determinantes que são a causa principal deste problema que se agrava, desde há três décadas.
Vivemos, de facto, numa cultura profundamente individualista, hedonista e comodista… Pessoalmente, acho que reside aqui o busílis da questão.
 Ter um filho implica abdicar de muitas coisas que vão para além do aspeto material… Em minha modesta opinião, a diminuição da taxa de natalidade resulta, sobretudo, de uma questão de mentalidade, de uma hierarquia de valores.
Porque ter um filho é muito mais do que o encargo financeiro que “representa”, sem com esta afirmação pretender desvalorizar este aspeto que, naturalmente, tem um peso mais acentuado e visível em períodos de dificuldades e de limitações.
Vivemos numa sociedade em que somos diariamente “telecomandados”, quer em termos profissionais, quer em termos sociais, e um filho altera rotinas, destrói hábitos instalados, obriga-nos a abdicar e a sair da nossa zona de conforto. Ter um filho, muda tudo!
E o mais grave e lamentável é que esta “cegueira” de civilização decadente nos impede de ver o que é verdadeiramente importante. Que ter um filho é aprender diariamente a importância e o valor da vida. É dar sem pedir nada em troca e ficar feliz apenas porque se deu! Ter um filho é aprender a Amar, um Amor sem limites que não cansa, que não descansa…
Porque hoje se celebra o Dia Internacional da Mulher, soube-me muito bem, como mãe, fazer e partilhar esta reflexão que dedico aos meus filhos…




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