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As crenças e as ilusórias ruturas de Jesus

Escolhi a crença, como uma das pistas bem alcatroadas, que entra com luz verde, para decifrar as ilusórias ruturas de Jesus. Não se descobre perigos para os que fazem, aí, nessa rutura, uma paragem reflexiva e meditativa. Quanto à definição de crença, não me preocupo muito com ela. Contudo vou roubá-la a Anthony Robbins em ?O Poder sem limites? que a considera como fé, máxima ou paixão que dá significado e direção à vida ou como uma poderosa força que dirige o nosso comportamento.

Benjamim Araújo
6 Mar 2013

Porém, já me preocupo bem e com muito interesse, em selecionar aquela ou aquelas crenças, que nos conduzem, pelo veículo do comportamento, ao sucesso e ao êxito, evitando, consciente e livremente, as crenças que me sepultam no pântano do fracasso, do desespero e no poço da ilusão.
Após a definição e a seleção das crenças que vão governar a nossa vida, pergunto, ao som do crepitar dos meus interesses: – Qual é a génese comum de onde derivam as crenças? Sintetizando, como resposta, a visão positiva dos psicólogos, um tanto ou quanto limitada, vou afirmar que a génese comum das crenças surge dos fatores biopsíquicos, isto é, da íntima união e cooperação, com os pés bem assentes no seu meio ambiente, entre o fisiológico (a química?) e psíquico (as representações da mente). A crença surge, também, concomitantemente, dos acontecimentos, conhecimentos, resultados das experiências passadas e da criação, na mente, de experiências futuras.
Sem nada excluir ou desvalorizar, vou fazer pular a crença, como um saltão, não só da união das energias fisiológicas e psíquicas, mas também destas suas
uniões com a energia transcendental, vinda do íntimo do ser autêntico.
Qual é, então, a natural e transcendental crença, que vai ser tida como génese de todas as crenças, geradoras de esperança, otimismo, fluidez de pensamento, decisão, superação e autoconfiança? Creio que a resposta é esta: – É a crença inabalável que, por força da sua autoridade, graceja e ri na nossa autêntica e verdadeira natureza, imperativa e geradora de explosões de paz, autonomia, vida, amor, sabedoria, luz, felicidade? (tudo isto, são dádivas incondicionais, saídas do poder, da sabedoria e do amor de Deus para com os homens).
Jesus, durante a sua vida, crucificação e morte, é o protótipo desta natureza. Em função dela, tomada aqui pelo Reino de Deus, se dirigem para nós as palavras e as ações de Jesus, assentes na sua liberdade e na autonomia do Seu amor.
Se enxertarmos a nossa crença na autenticidade concreta da nossa natureza e a experienciarmos, recusamos toda a rutura com Deus e com Jesus, modelo de conduta para todos nós.
Não acredito nos que, perentoriamente, afirmam a sua crença em Deus e em Jesus, se ignoram as experiências da sua autêntica natureza, mãe radical de todas as crenças positivas.
Posto isto, vou entrar em reflexão e meditação a respeito das ilusórias ruturas de Jesus.
Jesus, na afirmação de um teólogo, entrou em ruturas culturais com a família, com o sistema religioso judaico, com os discípulos, com a morte.
Vou falar da rutura, em função da nossa autêntica natureza, e vou defini-la como uma força poderosa que desvia e separa o comportamento da nossa autêntica natureza. Todas as ruturas guardam no seu seio atitudes comportamentais (político-religiosas, de marginalização, exclusão, limitação?) desajustadas e fugitivas da nossa verdadeira natureza.
Quando se afirma que Jesus entrou em ruturas culturais, as quais envolvem desdém, marginalização, exclusões e limitações para com a Sua autêntica natureza, (o espelho do Reino de Deus), tais afirmações estão rotundamente deslocadas.
Não foi Jesus que entrou em ruturas culturais, mas sim as culturas político-religiosas judaicas que envolvem, de facto, comportamentos e atitudes marginalizadoras, exclusivas, desvalorizadoras e limitadoras.




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