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“Mão pesada” sobre a violência no desporto!

Muito se tem falado ultimamente sobre violência no desporto, nomeadamente nas competições profissionais de futebol do nosso país e na região do Minho em particular. A falta, ou limitação de policiamento nos estádios e a tensão social que vivemos atualmente por via da situação económica e financeira do país, não podem ser explicação para tudo o que é mau! Este fenómeno não pode continuar! Sou da opinião que os contribuintes, de forma direta ou indireta, não devem suportar gastos com policiamento para evitar que grupos de pessoas se agridam numa competição desportiva. Acho até que esta medida referente ao policiamento dos eventos desportivos, vem com décadas de atraso.

Fernando Parente
1 Mar 2013

Provavelmente hoje não existiam os índices de violência que se registam no desporto de bancada. Os responsáveis pelos desacatos de fim de semana, nem sequer teriam espaço no fenómeno desportivo da atualidade. Os dirigentes de federações e clubes têm que necessariamente erradicar os fenómenos de violência internos, nos seus clubes e nas suas competições (não se dão conta, mas isto está a enfraquecê-los), ou então, o Governo do nosso país que se inspire nas decisões que alguns países já tomaram há muito tempo, como por exemplo na Grã-
-Bretanha, onde se conseguiu reduzir quase a “zero” a violência e erradicar “os atores violentos” dos eventos desportivos.
Infelizmente, a nossa reação em Portugal é e sempre foi a mesma sobre qualquer fenómeno. Quando alguma coisa não funciona ou funciona mal, produz-se mais legislação, e neste caso particular, sobre violência no desporto. Mais uns textos legais que não produzem nenhum efeito! O enquadramento dado pelos legisladores e aprovado pelos nossos representantes políticos não funcionou! Caminhámos nos últimos anos em sentido contrário em matéria educativa dos espectadores (também dos dirigentes e clubes), nomeadamente dos mais violentos! Não só não os penalizámos, impedindo a entrada destes em instalações desportivas, como destacámos mais recursos humanos (polícia) para acompanhar grupos de gente perigosa no percurso até aos estádios, entrar e sair destes, e mesmo assim, conseguindo criar quase sempre desacatos.
Como sabemos, o desporto é o espelho da sociedade, mais em Portugal, porque fora do desporto também continua a não acontecer nada, como assistimos todos os dias. Acho que infelizmente, necessitamos de um paradigma novo, de uma “democracia musculada”, como a que está em vigor nos países mais desenvolvidos do globo. Ninguém tem o direito de colocar a integridade física de outro em risco! Quando é que isto acaba? Quantos terão que sofrer mais agressões? Terão que falecer mais pessoas? Para já, ninguém reage e todos assistimos de braços cruzados!
A “Justiça desportiva” ou outra, tem que começar a assumir uma postura de “mão pesada” sobre os adeptos, dirigentes e clubes que se portem mal. O problema é profundo, sabemos que não é de fácil resolução, mas temos que começar por algum lado, de outra forma, a violência no desporto é mais um sinal de que Portugal tem dificuldade em se afirmar como um “País Desenvolvido”!




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