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Irá agora Isabel II abdicar?

1 – Os exemplos de Bento XVI e da rainha Beatriz da Holanda). Os últimos meses foram marcados por dois anúncios de resignação, abdicação ou demissão vindos inesperadamente da parte de quem não se esperava tal. Como é sabido trata-se do actual Papa e da actual rainha da Holanda. E em ambas as situações a justificação apresentada foi a da idade avançada dos titulares dos cargos. A qual seria, para os mesmos, cada vez menos compatível com as exigências do “munus” que lhes é atribuí-do. Bento XVI tem quase 86 anos, Beatriz da Holanda, 75, e nenhum deles pode ser acusado de estar a desempenhar mal o cargo. A quase simultaneidade (diferença de semanas) dos dois anúncios sugere mesmo a ideia de mútua inspiração ou até de coordenação doutrinária quanto à sugestão (ou imposição) de um limite de idade (facultativo ou não) no caso dos importantes cargos vitalícios de Sumo Pontífice ou de Rei.

Eduardo Tomás Alves
27 Fev 2013

2 – A exposição mediática da velhice). No que concerne a um rei ou rainha democráticos, a velhice tem pouca importância, pois não mandam, não têm qualquer poder executivo nem determinam as políticas. No caso de um Papa é diferente, pois teoricamente o Papa manda até à hora da sua morte, embora ajudado pela cúria. Outrora não havia televisão nem “paparazzi” a espiarem o quotidiano e a decadência de um Papa nos últimos anos ou meses de vida. João Paulo II aparentemente não quis ou não pôde esconder a imagem pouco positiva da sua debilidade física. Para muitos, esse sacrifício e humilhação pessoal até terão um valor religioso positivo. Porém, num Mundo descristianizado e comandado pela imagem, pela superficialidade e pelas ideias feitas, o resultado terá sido o contrário. Eu imagino o que os nossos rivais islâmicos, nesta sua actual “idade de ouro” não pensarão de uma religião que ciclicamente acaba por ser governada por octogenários sem força física ou saúde. E que, ao contrário dos bispos não resignam ao atingir p. ex. 75 ou 80 anos. O grande Ratzinger acompanhou o seu amigo Woytila nessa fase e decidiu não passar pelo mesmo. E ir gozar os seus últimos anos na Pátria, já que nem sequer é italiano. Se não interferir com o trabalho do seu sucessor, não é nada que se deva reprovar e até pode fazer boa escola. É até engraçado haver 2 Papas, dá mais força à Igreja.

3 – Beatriz abre caminho ao filho, Isabel II não). Ao abdicar, Beatriz promove o seu filho Guilherme (casado com uma argentina, filha de um ministro do gen. Videla) a rei. E isso é uma prova de amor maternal. Pelo contrário, a actual rainha de Inglaterra, quase com 87 anos, manifesta um desprezo objectivo pelo “eterno” príncipe Carlos, um britânico excelso pelo corpo e pela alma (mas que já vai com 64 anos). É verdade que Isabel II sempre fez o que lhe mandaram os políticos e os banqueiros, apesar de a sua popularidade ter permitido outros rasgos menos anti-patrióticos. Exemplo disto foi o ter ela assinado todos os decretos que nos anos 50 e 60 deram a independência a todas as colónias britânicas, especialmente as da tão impreparada África. Em duas delas, Quénia e Rodésia, havia milhares de britânicos bem estabelecidos (só na Rodésia eram 350 mil). A culpa foi dos trabalhistas e nem todos os nativos queriam mudar. Por ex. em 54, no Quénia, os terríveis Masai ofereceram-se a Londres, garantindo que liquidavam os rebeldes Mau-mau (Samburus e Kikuius) em questão de dias. Londres recusou. Pior ainda foi quando a conservadora Thatcher traiu a independência branca da vasta e rica Rodésia, abandonando o governo de Ian Smith à sua sorte. Mas não se coibindo de enviar uma frota de guerra às pequenas,  frias e longínquas ilhas Malvinas, fazendo frente ao poderoso exército argentino… E com a “gloriosa” Isabel II a assinar sempre por baixo. Ínvios caminhos do “pacifismo” britânico, montada predilecta da diáspora marrana e da “religião” maçónica. Têm bom gosto, eu também faria o mesmo…

4 – A Inglaterra e os judeus). Como é por muitos conhecido, a Inglaterra moderna é muitíssimo influenciada pela Maçonaria e pelo “sistema” bancário. O qual é, desde a Revolução Francesa, dominado pelas grandes famílias judaicas. O que poucos sabem é que a Grã-Bretanha é um dos países europeus onde os israelitas menos tempo têm vivido. Só lá chegaram com a conquista franco-normanda (1066). Foram expulsos em 1290 por Eduardo I. E gradualmente readmitidos a partir de meados do séc. XVII (com Cromwell).




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