Fotografia:
Resignação e reconversão

Um grande ato de coragem e verdadeira atitude de um ser humano que respeita o seu povo cristão, a comunicação de Sua Santidade o Papa Bento XVI. A resignação ao seu mandato por respeito aos católicos e crentes em Cristo e o sentido de responsabilidade perante o povo, sacrificando porventura o seu estatuto social e remuneratório em prol de um ideal para toda a igreja católica, visto não sentir condições de prosseguir o seu já longo caminho de benfeitorias na sociedade cristã. A resignação de alguém que, prejudicando a sua pessoa, mas continuando a pensar e agir na sociedade e em manifesto comum de ideais para o seu “rebanho”.

José Manuel Pereira
23 Fev 2013

Dar lugar a um substituto que, no meu ponto de vista, será um representante máximo da Igreja com menos idade, para que possa contribuir mais longínqua a sua atividade na sociedade cada vez mais isolada e egoísta.
O mesmo não posso dizer dos habituais detentores do poder local, que encontramos todos os dias na nossa sociedade, que criaram um ritmo de vida “ao colo” do seu partido, do qual se tornaram militantes e durante décadas mantiveram o seu modo de vida, não necessitando de estudar, criar empresas ou até mesmo prestar serviço de voluntariado.
Durante décadas, conseguiram criar uma verdadeira agenda de contactos para os negócios dos seus familiares e aproveitando as requisições de material, equipamentos e ativos das empresas do Estado que foram gerindo e saltando de empresa para empresa, mantendo o cargo político de sempre e gozando a seu belo- -prazer dos meandros da máfia instalada nas empresas publicas e autarquias locais.
Apelo a todos os autarcas que terminaram legitimamente os seus mandatos que procedam em conformidade e sigam categoricamente o caminho de Sua Santidade e resignem ao poder.
Nestes homens e mulheres que conseguiram o poder à custa da “bandeira na mão” ou do apoio à “colocação de cartazes” nas várias campanhas eleitorais, conseguiram vencer eleições por um partido e agora, com um único objetivo de apresentar obra na freguesia, acomodam-se aos amigos que estão no poder, para assim brevemente em novas eleições autárquicas, mostrar ao povo “politicamente ignorante” como se fazem as obras na freguesia, acordando com os candidatos à autarquia, vários projetos em carteira para serem iniciados em pré-campanha eleitoral? sendo mais uma vez o povo caído no engodo e votando naqueles que, durante os últimos anos, manifestaram-se publicamente como saturados do serviço de autarca e agora com a fusão de freguesias, o apetite aumentou drasticamente, face ao volume do orçamento para as mesmas, causando algum mal-estar para vereadores que aproveitam a ocasião para se mostrarem recetivos a uma candidatura a uma dessas freguesias.
São estes os indivíduos que ficaram reconvertidos aos partidos do poder.
São estes indivíduos que se distinguem entre uma resignação e a reconversão.




Notícias relacionadas


Scroll Up