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A revolta das palavras

Não se trata de erro. Não é título repetido. As palavras são as mesmas, mas não é o título da Crónica passada. Aí abusei de A revolta das palavras de Maria Ondina Braga, hoje A Revolta das palavras é de José Paulo Paes (JPP). Uma Amiga Brasileira (que se opõe ao AO) lido o artigo, disse-me pela internet: Pensei que você usara o livro de JPP. Você conhece? Ficou de mo mandar. Entretanto fui à Net e lá estava. Edição Melhoramento. Como muito ficara por dizer quanto a palavras revoltadas ou da minha REVOLTA pelas palavras, aproveitei a dica e daí o mesmo título sem o mesmo título ser.

Gonçalo dos Reis Torgal
22 Fev 2013

Diz JPP: “as palavras não aguentaram mais ser objeto de abuso e se revoltaram. Elas se cansaram de estar sendo usadas de maneira errada por pessoas sem escrúpulos, que só queriam tirar vantagens para si.” Subscrevo, com c no objeto.
Não se trata do “o que é verdade hoje é mentira amanhã”. É a extensão da falta de ética – vulgar se se perdeu o sentido de desporto e é actual “um vintém é um vintém, um cretino é um cretino”, do Prof.º Manuel Machado – a um plano onde só a boa-fé e homens de bem deveriam aceder, mas virou Mundo onde o governar-se preteriu o Governar. Mundo onde PORTUGAL tem destaque desde o cavaquismo, passando pelo penitente guterrismo, até à fuga para os milhões da clique barrosista e cúmplices socialistas. Não personalizei o fujão mor, para não ofender a seriedade e franqueza, que Torga eternizou num Diá-rio, quando escrevia da Pátria, coisa ignorada pelos Governos, vendedores da Língua sem ninguém os deter ou revoltar-se. Neste âmbito a passividade da AR é incrível e gritante. Dizia Torga: “A Pátria tem a vantagem de ser como a roupa velha, anda-se bem dentro dela (…) é da nossa responsabilidade profunda. E o espírito justifica-se como qualquer aldeão do Barroso, a comer e a oferecer pão de centeio e presunto às visitas: – É o que há!…”. Para os sucessivos Governos a Pátria é também roupa velha para o lixo para bem parecer face à TROYKA, que é, enquanto se consentir, quem mais ordena.
Foi longo o introito. Necessário por, como antes, me centrar na revolta contra o AO. Volto à pouca ética aceite no cavaquismo, guterrismo, e barrosismo; tendo que o santanismo nem nota de roda pé chega a ser, detenhamo–nos no socretinismo. Aí o desgovernar e governar-se atinge o desaforo com a misteriosa ausência em França do ex 1.º Ministro, que parece não inquietar ninguém. A Justiça, menos do que quem quer que seja.
Causa provada do agudizar da crise, não pode a longa noite ser aforro da mentira do actual
Governo. CPP e os alibábázinhos sustentam na mentira um dos governos, se não mesmo o Governo com menos ética da III República, negação total da RES PÚBLICA, logo do POVO menorizado, desprezado, espezinhado, espoliado, roubado mais do que em qualquer outro momento da História Pátria. CPP e a trupe mentem com tal despudor, que temo se leio que algo de bom se propõem fazer. Coelho anunciou há dias que “nunca esteve em questão o corte do subsídio dos mais velhos”. Depois do ódio com que se atirou aos idosos, certo e sabido é o corte. CPP afirma “Governo promete não exigir mais que o necessário”. Não tardarão novos roubos. O mentir está-lhes no sangue. CPP, lembrem – e Gaspar, foi eco (ou ao revés?) – afirmou que como governante responsável (as palavras revoltam-se e gritam IRRESPONSÁVEL) não pediria nem mais tempo nem dinheiro. Pediu.
A mentira em que vivemos, a falta de ética, o desprezo pelo POVO acabo de vê-los nos média. A Justiça está a julgar como reincidente uma mulher por roubo de 0.98 €.
O Governo, hoje mesmo, roubou da minha pensão de Reforma quase 400 €. Não é apenas reincidente mas contumaz.
Revoltam-se as palavras. Será que tarda o gritarmos LIBERDADE como Pedro Homem de Mello gritou, clamando: 
Quando amanhã
Fugirem os banqueiros
Dos palácios comprados
E na vez deles, homens verdadeiros
Forem monges, poetas e soldados
Então, na mão direita de Deus
Rolará a Terra
E ficará perfeita!




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