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O Amor revela-se em Vila Verde

Quando se fala em amor entramos no sentimento de uma nobreza incomparável, pois toda a nossa vida anda à volta desta palavra que faz desabrochar tudo o que um ser pode dar e receber. A nossa própria vida nasce do amor de dois seres que se entregam um ao outro, conhecem-se, namoram, romantizam, enriquecem-se amorosamente, dando vida a outras vidas.

Salvador de Sousa
19 Fev 2013

Vila Verde está tornar-se o concelho do amor e não foi por acaso que escolheram o mês de fevereiro que dedica o dia 14 a S. Valentim (sacerdote e bispo de Roma), mas se fosse o mês de junho, com o dia 13 dedicado a Sto. António, também não seria descabido, pois ambos os Santos são, de tradição, importantes defensores do Amor no casamento, dentro dos parâmetros cristãos, ajudando, segundo alguns escritos, muitos homens e mulheres a encontrarem o seu cônjuge para amar até ao fim das suas vidas, ficando conotados, na tradição popular, como os santos casamenteiros. S. Valentim, segundo algumas versões, foi condenado à morte por ser responsável de muitas cerimónias matrimoniais, época em que a religião católica era perseguida e os casamentos eram proibidos, pois o governo, na altura, achava que o casamento tornava as pessoas menos livres para se alistarem no exército. Segundo a lenda, na prisão, S. Valentim recebia flores e bilhetes dos casais para lhe demonstrarem a fé no amor que ele sempre professou.
Outra versão da sua condenação à morte por decapitação, por volta do ano 270 d.C., foi devido à cura de uma jovem cega, filha do magistrado Astério ao qual S. Valentim tinha sido entregue, pelo imperador, para ser preso, devido à sua fé num só Deus, desprezando completamente os outros deuses, Júpiter e Mercúrio que lhe foram apresentados. Este milagre originou a conversão do magistrado e de toda a sua família. O Imperador, sabendo disso, ordenou logo que S. Valentim fosse açoitado e posteriormente decapitado na Via Flamínia.
O Amor foi a grande arma de S. Valentim e de tantos outros Santos que, mesmo no casamento, nas suas profissões, no seu modus vivendi puderam romancear e dar-se por amor, numa felicidade que cada um deve ter a liberdade de construir.
Louvo Vila Verde por estas iniciativas, contribuindo na libertação do AMOR para a vida (ainda, em muitos casos, tabu), fazendo dele a magnificência que ele, por si, encerra. Por isso, termino com um texto da minha autoria, em prosa poética, declamado pela Prof.ª Paula Nunes na noite de poesia do dia 15 de fevereiro, no romântico espaço da Adega Cultural, programa organizado pela AMUTER (Amigos do Museu das Terras de Regalados).

Parabéns, Amor
Felicito-te, amor, por seres lembrado nesta minha terra natalícia e fervilhares nestes rostos tão queridos!
Felicito-te, amor, por encontrares tanta recetividade e tanto carinho e seres o fermento de tanta imaginação!
Felicito-te, amor, por correres tão intensamente no nosso coração. Borbulhas nestas ilustres mentes e provocas estes tão sentidos eventos!
Felicito-te, amor, pela tua entrega gratuita, enriquecendo e vitalizando todo o nosso sentir!
Felicito-te, amor, pela paz e por toda a tua inexplicável grandeza!
Felicito-te, amor, pela tua invisibilidade, mas patente no olhar, no gesto, no sentir, em suma: em toda a nossa estrutura vital.
Felicito-te, amor, por seres um sentimento tão profundo que transforma e que dá alento à nossa vida!
Felicito-te, amor, por seres o espelho da alma que irradia e enriquece toda a nossa caminhada!
Felicito-te, amor, por unires e construíres lindos edifícios amorosos que cimentas e seguras com a tua grandeza!
Felicito-te, amor, no dares e receberes: vives em reciprocidade e não és egoísta!
Obrigado, amor, pela autêntica felicidade, pela seiva que corre no âmago do nosso sentir, pela força e pelo bem que, desinteressadamente, nos doas, impregnando-nos da tua tão salutar energia! Obrigado! Muito obrigado.




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