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Nova et vetera

Coisas novas e velhas são de todos os tempos, mesmo do de Adão e Eva. Antes deles já existiam plantas e animais. E muita coisa havia de suceder a partir deles. Chegamos na atualidade a um estádio imenso de novidades, podemos afirmá-lo, a um verdadeiro mundo novo. Quem é sexagenário ou posterior jamais poderia imaginar na juventude que os avanços tecnológicos, em todos os domínios, sobretudo nas comunicações, fossem tão longe, como verificamos no tempo presente. A vida humana encontra hoje meios técnicos que lhe permitem sucessos em qualquer área.

Manuel Fonseca
16 Fev 2013

Infelizmente, o “homem velho” coexiste com essa realidade. Ele é o homem do pecado e da oposição às leis universais e particulares que garantem a sua segurança, paz e proveitos materiais e espirituais.
Refiro-me sobretudo ao homem da violência e da guerra. Sempre houve combates dirigidos à posse e domínio territorial e de bens de consumo, sem respeito pela dignidade e direitos de qualquer pessoa, particular ou coletiva. Mas, hoje, este caráter negativo da humanidade atingiu foros dantescos.
Quando reparamos nas imagens que a televisão nos apresenta da Síria, com tanto edifício destruído, dezenas de milhares de pessoas mortas, a maior parte dos vivos a refugiar-se nos países vizinhos, a situação calamitosa dos que permanecem sem meios básicos de alimentação e sustento, sentimos uma imensa tristeza e condolência.
Nalguns casos, como no Mali, não há sequer respeito por monumentos e documentos que encerram milénios de existência e que recordam esse passado histórico.
Este espírito bélico devia estar arredado de entidades de caráter religioso, que professam a fé em Deus, mas que se envolvem frequentemente em ações terroristas e suicidas contra irmãos de fação diferente, como acontece entre sunitas e xiitas da religião muçulmana. Verificam-se no médio oriente e no continente africano. Os paí-ses destas regiões, cuja tradição tem sido de partido político único, estão a passar por uma fase de grande perturbação social, que degenera, muitas vezes, em conflitos armados e destruidores.
O futuro da humanidade está bastante comprometido com o acesso fácil aos engenhos explosivos e aos armamentos modernos de combate e ataque, que só servem para disseminar a destruição, o horror e a morte.
E há governos do mundo ocidental, e não só, que não se eximem de culpa pelos interesses das indústrias de armamento sofisticado que incrementam, em muitos casos com prejuízo dos grupos marginais ou mesmo de exércitos nacionais e de matérias-primas, agravando a situação económica dos mesmos.
Creio que neste panorama que vivemos na atualidade há também um agente secreto mas muito ativo: satã.
Deus nos livre das artimanhas e manobras maquiavélicas que grassam neste mundo, sempre novo e sempre velho, mas sujeito, por este caminhar, a uma hecatombe de amplitude universal.




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