Fotografia:
Se é problema, tem solução…

O título acima, completado com “…se não tem solução é porque não é problema”, retirei-o de uma frase de Manuel Cajuda no Dragão, como que a justificar algumas das suas opções e o resultado conseguido. É normal que os treinadores arranjem frases significativas para transmitirem “força interior” aos seus jogadores ou para conseguirem passar para o exterior, mensagens de autoconfiança. Uma das frases também muito em voga e usada em altura de “chicotadas psicológicas” é: “Enquanto sentir que sou parte da solução, fico, se for eu o problema, saio”.

Carlos Mangas
15 Fev 2013

Mas a que propósito, estas soluções para estes problemas? Tem sido um problema de difícil solução, para a Liga e Federação, as constantes queixas de FCP e SLB sobre o favorecimento “do outro”. Os adeptos dos restantes clubes, não percebem nem compreendem estas queixas, pois eles não têm dúvidas sobre os mais beneficiados, e quando questionados, sabiamente respondem: Os dois igualmente. Talvez por isso, e como solução para resolver este problema, a FPF e a Liga, finalmente decidiram trabalhar em conjunto para os ditos clubes não perderem tempo a acusarem-se mutuamente de favorecimentos e assim, esta semana, no mesmo dia e quase à mesma hora, FCP e SLB saem amplamente beneficiados em decisões de foro disciplinar. Um não é penalizado, com a exclusão de uma prova, por ter infringido com três jogadores um regulamento que obriga a 72 horas de intervalo na utilização dos mesmos. O outro vê um seu atleta que tinha agredido um colega de profissão e puxado a camisola a um árbitro, ser sancionado ao nível de quem apenas obstrui a passagem de um jogador em zona ainda longe da baliza.
Outro problema para o qual está a custar arranjar solução, tem a ver com as atitudes de alguns elementos das claques de futebol. Não tendo “conseguido assistir” aos últimos dez minutos da primeira parte do jogo na segunda-feira passada, porque só conseguia olhar para a bancada nascente, mais concretamente para a zona onde se deveriam encontrar os adeptos do Paços de Ferreira, confesso que deixei para segundo plano o resultado e possíveis consequências classificativas. Como é meu hábito, logo que o jogo terminou comentei no facebook a vergonha que sentia por aquilo que me tinha sido dado a assistir. Perder um jogo, não pode significar NUNCA, perder a razão.
De há uns anos a esta parte tem sido feito um esforço enorme nas escolas da região para que as crianças tenham o SCB como seu primeiro e único clube. Numa carta escrita aos pais das crianças que incentivamos a juntarem-se a nós, diz-se em determinado contexto: “Com esta “aquisição” para os “Gverreiros do Minho” o SCB passará a ter na sua “legião” mais um(a) pequeno(a) Gverreiro(a) que no AXA como na vida, procurará ser conquistador, determinado, sempre dentro dos mais elementares princípios de lealdade, compreensão e solidariedade”.
Por isso, também acredito e estou certo que quando a Administração da SAD assumiu para o clube mais representativo da região o cognome de “Gverreiros do Minho”, fê-lo porque o termo Gverreiros é normalmente associado a gente que luta por ideias, ideais e objetivos, valorizando sempre a lealdade, a coragem e a honra.
Quem não souber isto ou não estiver predisposto a cumprir com estas normas, mas queira ajudar à solução deste problema, faça um favor ao clube, à cidade e à região, fique em casa e veja o jogo pela TV.




Notícias relacionadas


Scroll Up