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Outro Ponto de Vista…

“Conhecer é recordar”Platão

Muitas vezes o exercício platónico de que conhecer é de algum modo recordar leva-nos a crónicas escritas num tempo anterior, mas que permanecem com atualidade. Em altura e momento em que se discute as funções que devem ser adstritas ao Estado, bem sabemos, por força da imposição da falta de dinheiro, que é iniludível, apesar do discurso incongruente e inseguro de Seguro, salvo melhor e douta opinião, parece-nos oportuno republicar com algumas nuances esta reflexão.

Acácio de Brito
15 Fev 2013

O conhecimento atual do funcionamento de alguns setores no nosso País permite-nos perceber os porquês do nosso atraso “endémico” em relação aos demais países desenvolvidos.
Não obstante, vivenciando este atraso, um dos setores que, apesar de tudo, ainda, vai funcionando é a Educação.
A afirmação parecendo gozar de inverosimilhança, é verdadeira.
Este setor, pelo menos na sua organização, quando comparado com o que se vai passando, nomeadamente, na Justiça e na Saúde, atinge níveis quase de excelência.
A Justiça, basilar em qualquer país medianamente desenvolvido, aparece-nos como a demonstração factual de como tudo vai mal!
Nem sequer é necessário analisar a fundo! Basta comparar o caso Madoff e a sua real complexidade jurídica que foi resolvida em oito meses com o que passa no nosso retângulo à beira-mar plantado!
Os casos do BPP, BPN são paradigmáticos!
Mas o mais grave é que não se entende como um órgão de soberania pode coabitar com um organismo de natureza sindical.
Qualquer dia temos o sindicato dos presidentes da República, dos membros do Governo ou quiçá dos senhores deputados.
Surrealismo no seu melhor!
E quanto à saúde? Não do país, porque essa já sabemos que se encontra em estado comatoso, mas aquela que nos vai tratando do corpo.
Resquício de um tempo em que uma organização corporativa condicionou o futuro de tantos, a saúde com a falta evidente de técnicos qualificados, nomeadamente médicos, encontra-se em tal estado que o remédio pode passar por uma longa quarentena.
Agora imagine-se que os professores apenas corrigissem um exame por dia e que apenas o fizessem da parte da manhã!
Seguramente haveria exames e resultados em espera.
Mas não acontece tal.
De forma abnegada ensinam de forma profissional, sabem gerir e de forma injusta são tratados por muitos que da escola pensam perceber, mas que afinal não sabem coisa nenhuma!
É possível fazer melhor? Óbvio que sim.
Não obstante, saibamos potencializar os recursos existentes e deixemo-nos de seguir as tretas de “contabilistas encartados” que nem de contas bem feitas são sabedores…
É insofismável!
Finalmente em relação às próximas eleições autárquicas a reforma necessária que urge e sempre adiada deve compaginar com força de lei a prevenção dos dislates de alguns candidatos, useiros e vezeiros nos gastos de dinheiros públicos. Daí a intervenção serena do não apoio do CDS, a alguns comportamentos, que nos parece ser refrigério que compraz fazer devido registo.
Neste ano de autárquicas, de modo assertivo exige-se que o CDS saiba ser em Braga, também, o porta-estandarte dos valores perenes da valorização do humano e, não apenas, um apêndice descartável.




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