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O despontar de um novo ciclo

A cerca de oito meses das próximas eleições autárquicas, começam a definir-se os protagonistas dessa disputa no concelho de Braga. Depois de Vítor Sousa ter sido anunciado como candidato do Partido Socialista, foi Ricardo Rio que viu confirmada a sua nomeação para encabeçar o projeto da coligação “Juntos por Braga”.Por força da lei, a retirada de Mesquita Machado da peleja eleitoral abrirá um novo ciclo na condução dos destinos da cidade.

J. M. Gonçalves de Oliveira
12 Fev 2013

Uma longa era de trinta e sete anos que, muito sumariamente, poderá ser caracterizada pelo galgar de todos os obstáculos para expandir a cidade, aproveitando todas as oportunidades que favorecessem esse crescimento. Ensejos que soube potenciar com destreza, como foi o aumento exponencial da Universidade do Minho, a que juntou uma política de solos que incrementou e lhe permitiu patrocinar uma explosão habitacional sem precedentes.
Não cabendo neste texto fazer uma apreciação qualitativa do que foram estes extensos anos de poder – esse juízo será sempre objeto da análise subjetiva de cada bracarense – ninguém duvidará que assistiremos ao fechar de um demorado período.
Aqui chegados, com a cidade e o concelho que hoje conhecemos, em tempo e em circunstâncias muito diferentes, é altura de encetar um novo caminho.
Na centralidade desse percurso não haverá mais espaço para o modelo que foi seguido e que dá evidentes sinais de esgotamento. Será necessário encontrar novos padrões de desenvolvimento que catapultem Braga para outros patamares de afirmação e reconhecimento.
A cidade e o seu concelho possuem as infraestruturas básicas e um património edificado que vai precisar de ser requalificado. Por isso, tudo o que vier a ser construído de raiz terá de ser rigorosamente escrutinado. O tempo que se irá seguir terá de ser marcado pela qualidade e pela diferença e deverá, antes de mais, potenciar as capacidades existentes.
Na senda desta valorização, as instituições de ensino superior ocupam um papel central e as suas potencialidades devem ser apoiadas e incentivadas. Contribuir para que as Universidades do Minho e Católica continuem com a pujança a que nos habituaram e acarinhar outros organismos como o Instituto de Nanotecnologia, será contribuir para que Braga possa afirmar-se como metrópole da ciência, da inovação e do conhecimento.
Em distinto patamar, a nossa urbe, pela sua riqueza arquitetónica e tradições religiosas, deve fazer jus à condição de Roma portuguesa. Neste contexto, enaltecer cada vez mais a Sé Catedral, o
triângulo Bom Jesus do Monte, Sameiro e Falperra, a par da permanente projeção nacional e internacional das cerimónias da Semana Santa será outro modo de fazer do turismo religioso um veículo de mais progresso.
Não faltarão outros meios a considerar para um novo modelo de crescimento. A riqueza paisagística de toda a região, a gastronomia, as tradições socioculturais da nossa gente e a centralidade da nossa cidade serão iguais motivos de bom investimento.
Na alvorada de um ciclo que em breve se irá abrir, caberá a cada bracarense eleger entre os projetos que serão apresentados o que melhor se adeque à alteração do rumo. Mais do que nunca, será importante escrutinar e escolher os mais preparados e em melhores condições de encetar a mudança que os novos tempos impõem.
Ricardo Rio ao escolher o Palácio dos Biscainhos, museu emblemático da nossa cidade, para anunciar a sua presença no próximo combate eleitoral do mês de outubro, teve com certeza a intenção de dar corpo a um diferente paradigma de desenvolvimento. Pode ser um bom presságio.




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