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XXI Dia Mundial do Doente – 11 de Fevereiro

A comemoração do Dia Mundial do Doente, que ocorre a 11 de Fevereiro, foi instituída pelo beato João Paulo II e surgiu «ante a necessidade de assegurar a melhor assistência possível aos doentes». Normalmente o Papa envia uma Mensagem para assinalar este dia, que este ano, por vontade de Bento XVI, se realiza de forma solene no Santuário Mariano de Altötting (centro espiritual da Baviera, diocese de Passau, onde vão milhões de peregrinos e visitantes para ver a “Virgem Negra” e rezar à “Liebe Frau von Altötting” – Querida Senhora de Altötting).

Maria Fernanda Barroca
9 Fev 2013

A Mensagem tem como tema as palavras que Jesus dirigiu ao legista que O tinha interrogado: “Quem é o meu próximo?”(Lc 10. 29). Jesus expõe a Parábola do Bom Samaritano e no fim confronta o legista com estas palavras: “Qual destes três te parece ter sido o próximo daquele que caiu em poder dos salteadores? (Lc 10, 36). O legista respondeu: “O que usou de compaixão para com ele”. E então o Santo Padre toma como tema da Mensagem as palavras de Jesus: “Vai e faz tu também o mesmo” (Lc 10, 37).
Na Mensagem (ponto 4) podemos ler: “O Ano da fé, que estamos a viver, constitui uma ocasião propícia para se intensificar o serviço nas nossas comunidades eclesiais, de modo que cada um seja bom samaritan o p ara o outro, para quem vive ao nosso lado”.
E como o exemplo vale mais que a palavra, o Papa refere o nome de muitos dos que souberam ser bons samaritanos: Santa Teresa do Menino Jesus, o Venerável Luis Novarese, Raoul Follereau, falecido em 1977 (a quem chamavam o Vagabundo da Caridade e que visitou o nosso país por duas vezes, deslocando-se ao Hospital-Leprosaria Rovisco Pais, na Tocha), a Beata Teresa de Calcutá, Prémio Nobel da Paz, e Santa Anna Schäffer, de Mindelstetten, canonizada a 21 de Outubro de 2012.
A esta última, por ser menos conhecida, vou referir-me com alguns dados biográficos.
 Anna Schäffer nasceu em Mindelstetten, a 18 de Fevereiro de 1882, e faleceu na mesma localidade, a 5 de Outubro de 1925.
Nascida numa família muito pobre, o seu pai era carpinteiro e morreu aos 40 anos, deixando a família na penúria. Aos 14 anos de idade, Anna entra como criada em Ratisbona, em casa de uma farmacêutica, e depois em Landshut trabalha para um jurista, mas o seu desejo era ser religiosa missionária.
Em 4 de Fevereiro de 1901, enquanto trabalhava, Anna escorregou e caiu quando arranjava um cano, queimando as pernas em água a ferver e lixívia.
 Levada para o hospital, foi nos anos seguintes sujeita a mais de 30 dolorosas operações. Apesar disso, ficou imobilizada, sendo tratada pela mãe até ao final dos seus dias.
Anna nunca perdeu o otimismo e tornou-se mais piedosa apesar do seu constante sofrimento. Muitas vezes não dormia, mas continuava a sua adoração, especialmente ao Sagrado Coração de Jesus.
A partir de 1910 foi estigmatizada, teve visões que a deixavam em êxtase. Prometia rezar por todos os que lhe escreviam.
Em 1925 apareceu-lhe um cancro no cólon, e a sua paralisia atingiu a espinal medula, tornando-se difícil escrever e falar. Na manhã de 5 de Outubro desse ano recebeu a Eucaristia, e de repente exclamou: “Jesus, amo-Te!”, tendo morrido minutos depois.
Foi beatificada a 17 de Março de 1999 pelo beato João Paulo II e canonizada pelo Papa Bento XVI em 21 de Outubro de 2012. A sua festa litúrgica é em 5 de Outubro.
E a Virgem Maria podia ficar esquecida? O Papa diz: “No Evangelho, sobressai a figura da Bem-aventurada Virgem Maria, que segue o sofrimento do Filho até ao sacrifício supremo no Gólgota. (…) Confio este XXI Dia Mundial do Doente à intercessão da Santíssima Virgem Maria das Graças venerada em Altötting, para que acompanhe sempre a humanidade que sofre, à procura de alívio e de esperança firme, e ajude todos quantos estão envolvidos no apostolado da misericórdia a tornar-se bons samaritanos para os seus irmãos e irmãs provados pela enfermidade e o sofrimento”.




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