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2013, o que nos espera?

O início de um novo ano serve, frequentemente, de pretexto para balanços sobre o que de bom e de mau aconteceu no ano anterior. A verdade é que 2012 já é passado e o importante é levantar a cabeça e olhar em frente, como dizem quase todos os jogadores de futebol depois de perderem um jogo. Assim sendo, apraz-me falar do ano de 2013. Não pretendo adivinhar o futuro, pois não percebo nada de astrologia nem acredito, tão pouco, que nela esteja espelhado o nosso destino.

Luís Sousa
8 Fev 2013

O ano começou bem: Portugal regressou aos mercados financeiros. Alguns ficaram contentes, outros desvalorizaram. Eu, que já estava saturado de más notícias, vi com muito agrado esta novidade. Confesso que já tinha saudades de uma notícia tão boa! Bem sabemos que sem acesso ao crédito o país não avança. As empresas não investem e as pessoas também não. Poucos são os que teriam casa ou carro se não tivessem uma banca disponível para lhes conceder crédito. Claro que, no que toca ao acesso ao crédito, é preciso racionalidade, consciência e, acima de tudo, responsabilidade. Julgo, sinceramente, que a crise que atravessamos, embora indesejada, deu à sociedade essa consciência – valha-nos isso! Estamos a aprender a poupar, a racionar e a viver com equilíbrio. Apesar disso, 2013 não será, certamente, mais fácil do que 2012 em matéria de sacrifícios. Continuo na expectativa, aguardando para saber se vale a pena este esforço!
Enquanto o país dá sinais de recuperação, o PS espelha alguma fraqueza e desorientação, dando mostras de que longe vão os tempos de unidade que o caraterizava ainda há poucos anos. É fácil ser-se oposição em momentos de crise económica. É fácil ser-se oposição quando o Primeiro-Ministro governa com medidas de austeridade. Mas, António José Seguro não está a saber tirar partido. Parece-me um líder desmotivado, um pouco asténico, que sabe a quem atingir mas esquece-se como. A ver vamos, se temos Seguro por muito tempo!
É verdade que o ano ainda está a começar, mas já se sente o cheirinho a autárquicas. Se há eleições que mexem com o povo, são as autárquicas. Todos se interessam e todos se deixam envolver. As pessoas vivem estas eleições de forma muito mais intensa do que qualquer outro sufrágio. Muito mais do que as legislativas. Se é verdade que o Primeiro-Ministro pode cortar subsídios ou taxar isto ou aquilo, e isso pode mexer connosco, também é verdade que é o autarca que nos pavimenta a estrada da nossa aldeia, custeia o arranjo do caminho, nos comparticipa as obras da freguesia e está presente nos momentos de maior significado para as nossas terras. De facto, as pessoas sentem que o Primeiro-Ministro está longe, mas o autarca está aqui bem perto. Por isso, com o aproximar das eleições, já se sente esse fervilhar nos corações das pessoas o que, até certo ponto, é saudável.




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