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A decisão

Na próxima jornada, o SC de Braga tem um jogo decisivo para as suas aspirações. Agora, não vale a pena dizer que esta afirmação pode causar pressão. A pressão tem de ser assumida: depois da catadupa de pontos que temos perdido, uma derrota na próxima segunda-feira será pouco menos que um desastre. De nada valerá alguém vir à televisão, no final do jogo, dizer que ainda estamos a disputar a Taça da Liga.

Manuel Cardoso
7 Fev 2013

Pela frente está o atual terceiro classificado, o Paços de Ferreira. Neste momento, manda a verdade que se afirme com todas as letras que o Paços está em terceiro com todo o mérito. De facto, a equipa dos castores está à nossa frente por uma razão bem simples: porque tem exibido um futebol com todas as virtudes que o SC de Braga tem patenteado nos últimos anos, baseado em três princípios básicos: organização, humildade e espírito de luta.
O Paços de Ferreira não tem um futebol vistoso. Não tem jogadores de seleção nem marca muitos golos. Mas tem um estilo de jogo, como se costuma dizer “de trás para a frente”, com uma defesa coesa e eficaz. Provavelmente, o Paços não teve os contratempos na defesa que o SC de Braga teve ao longo desta época, mas é incontestável que possui muito menos meios do que o nosso clube.
Neste momento, após uma presença brilhantemente conseguida na fase de grupos da Champions, uma eliminação heróica do FC do Porto na Taça de Portugal e a presença nas meias-finais da Taça da Liga, nem podemos dizer que a época tenha, até agora, um balanço negativo. O que nos perturba é o facto de termos sido ultrapassados por adversários claramente menos poderosos (no plano teórico, obviamente). Refiro-me ao Vitória de Guimarães na Taça de Portugal, ao Cluj na Champions League e ao Paços de Ferreira na Liga. Paços, Vitória e Cluj são clubes com orçamentos inferiores, com plantéis mais limitados e, por isso, tínhamos a obrigação de os superar. Não o conseguimos porque esses adversários deram-nos a provar aquele que tem sido o nosso próprio veneno: organização, humildade e espírito guerreiro.
Ao escrever isto, não é minha intenção alimentar esses tiques de clube grande que temos evidenciado: uma exigência demasiado grande aos nossos jogadores e treinadores; é apenas uma chamada de atenção para o momento de decisão que se aproxima e para a necessidade de estarmos todos unidos no apoio à equipa, neste jogo com o Paços de Ferreira. A pressão é grande mas os nossos jogadores, como excelentes profissionais que são, tudo farão para estar à altura da exigência.
E também é certo e sabido que assobiar a equipa e pedir a substituição do treinador em nada ajudarão. A atitude correta, a meu ver, é dar mais um voto de confiança no grupo de trabalho e acreditar na vitória.




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