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Questões sociais!

O Estado Social resulta do desenvolvimento de políticas que se preocupam com as pessoas e necessita de apoio económico dos contribuintes e do Estado, para se desenvolver ou mesmo para, como no momento actual, continuar a distribuir pelos cidadãos garantias de qualidade de vida e mesmo de subsistência. A importância do Estado Social não se confina aos idosos e desempregados, pois são diversas as áreas influenciadas pelo sistema directa ou indirectamente. Olhar para o Estado Social apenas como aquele que paga pensões, subsídios e reformas é uma forma redutora e perigosa de abordar um tema que sempre mereceu, pelo menos nos últimos 50 anos particular atenção de sucessivos governos e de instituições públicas e privadas, que entendem a importância de apoio e solidariedade entre cidadãos.

J. Carlos Queiroz
2 Fev 2013

Só recentemente porém, os políticos mais iluminados e curiosamente produto das escolas políticas dos partidos, ousaram pôr em causa o Estado Social, isto é, tentar reformar um sistema  mas sem o estudo e preocupação necessários, antes enquadrando os efeitos da insustentabilidade perante o desemprego fomentado por políticas desenvolvidas nesse sentido e sempre tendo por pano de fundo, um memorando que na actualidade tem as costas largas e serve para justificar erros ou opções políticas e a própria austeridade, que se vai repetindo sempre ou quando são necessários meios para pagar juros aos credores. O Estado Social é evidentemente demasiado sério para ser debatido entre políticos à porta fechada, ele representa a estabilidade social, a qualidade de vida e a garantia de subsistência de milhões de cidadãos. Ignorar uma tal realidade é destruir o que demorou décadas a implantar  e será um erro de proporções  impensáveis. Podem defender-se políticas liberais e neo-liberais, para fundamentar a importância de novos modelos onde normalmente entram os privados, mas sempre teremos necessidade de manter e desenvolver um sistema que garanta estabilidade e paz social. A sustentabilidade desse Estado deve constituir um desígnio de quem governa, independentemente de a partir de determinados valores se entender ou não, haver necessidade de sistemas alternativos. Na verdade, sendo a crise que vivemos um fenómeno complexo, de contornos incertos, também é fundamental que todos os passos no sentido de ultrapassar dificuldades ocorram no contexto democrático e se possível com discussão pública. Discutir o Estado Social apenas entre élites ou amigos, será sempre uma forma de pouco ou nada fazer por esse Estado Social. Os portugueses sabem que o país é pobre mas nem por isso deixam de ter direito a viver com dignidade. Discutir o  Estado Social é um dever dos políticos e motivo para escolher a melhor forma de o manter ou como defender um Estado Social economicamente possível! Ver crescer a pobreza no país sem encontrar soluções é negar já esse Estado Social.




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