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Festa da Apresentação de Jesus no Templo – 2 de Fevereiro

Durante muito tempo no dia 2 de Fevereiro comemorava-se a Apresentação do Menino Jesus no Templo e a Purificação de Nossa Senhora. Era uma festa mais mariana que cristológica. Com reforma litúrgica depois do Concílio Vaticano II, a festa ficou a ser só da Apresentação de Jesus no Templo. No Templo de Jerusalém, Nosso Senhor Jesus Cristo, ainda criança, foi apresentado pela primeira vez. Ali deveriam depois passar-se outros episódios memoráveis de Sua vida. Ofereceu-se Ele, no início de sua existência terrena, a Seu divino Pai, sem a menor reserva, aceitando já os sofrimentos futuros de sua Paixão. Ao mesmo tempo, vinha Ele substituir os antigos sacrifícios da lei antiga, realizados aos milhares, em certos dias, naquele local.

Maria Fernanda Barroca
2 Fev 2013

Segundo a legislação estabelecida pelo profeta Moisés, todo o primeiro filho de um casal pertencia ao Senhor. Podia, entretanto, ser resgatado mediante a oferta de certa quantia em dinheiro que era depositada no tesouro dos levitas encarregados do culto no Templo. Por outra lei, as mães que acabavam de dar à luz seus filhos deveriam apresentar-se no Templo de Jerusalém para um acto de purificação mediante a oferta de um sacrifício: os ricos, um cordeiro de um ano e os pobres, dois pombos ou duas rolinhas.
Comentaristas dos textos sagrados observam que nem Jesus nem Maria estavam obrigados a esses preceitos. Pois, é Deus, infinitamente superior a qualquer lei. E Maria, tendo-se conservado Virgem antes, durante e depois do parto, estava acima dessa lei comum. Entretanto, a obediência e a humildade foram sempre suas virtudes características. Por isto, submeteram-se eles, sem vacilação, a essas prescrições legais.
Assim, José e Maria, quarenta dias depois do nascimento do Menino, levaram Jesus a Jerusalém e cumpriram os ritos ordenados. (cfr. L. CL. Fillion. Nuestro Señor Jesucristo según los Evangélios. Editorial Difusion S.A.. Buenos Aires, 1917. pp. 72,.73).
 No tempo de Nosso Senhor, vivia em Jerusalém um ancião chamado Simeão, que mantinha a esperança de não morrer sem ver o Messias esperado, pois ele pressentia que os tempos para a vinda do Salvador estavam cumpridos. No momento em que Maria e José subiam os degraus do Templo, levando para o altar o Menino Jesus, Simeão sentiu-se impelido por uma forte e irresistível moção interior do divino Espírito Santo e dirigiu-se ao jovem casal, que no meio de tantos outros em nada se diferenciavam. Ali, ele logo reconhece aquela Virgem-Mãe profetizada por Isaías.
Maria, guiada pelo Espírito Santo, deixa aproximar-se o ancião, depositando em seus braços o seu divino Filho. Logo que O recebe em suas mãos, o ancião cheio de alegria entoa o Cântico:
«Agora, Senhor, podes despedir o Teu servo em paz segundo a Tua palavra, porque viram os meus olhos a Salvação que preparaste ao alcance de todos os povos: luz para se revelar aos pagãos e glória de Israel, Teu povo» (Cfr. Lc 2, 29-32 in Evangelhos de Navarra).
Chega também, atraída por um movimento do Espírito Santo, a profetisa Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser. Era de idade avançada e tinha vivido casada sete anos; na altura era viúva, e tinha oitenta e quatro (…). Vindo nessa mesma ocasião, pôs-se a louvar a Deus por sua vez e a falar do Menino a todos os que esperavam a libertação de Jerusalém.
Não quero porém esquecer que no dia 2 de Fevereiro ainda se celebra a Festa de Nossa Senhora das Candeias (antigamente Purificação de Nossa Senhora).
Neste dia, na Sé Catedral do Porto o Senhor D. Manuel Clemente presidirá à Santa Missa, pelas 15.30 horas, associando-se ao 4.º Dia da Voz Portucalense (Semanário da Diocese do Porto).
Esta festa é também conhecida em muitos lugares como Nossa Senhora da Luz ou das Candeias. O nosso Padre António Vieira, no seu Sermão do Nascimento da Mãe de Deus refere a invocação de Nossa Senhora das Candeias por parte dos cegos.
Em muitas terras e em algumas igrejas nesse dia antes da celebração da Santa Missa, há a bênção das velas, com o significado: «ir ao encontro de Cristo, Luz do mundo» (P. Gabriel de S. M. Madalena).




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