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Outro Ponto de Vista…

De forma projetiva, procuremos perceber o que, politicamente, nos pode acontecer neste ano de 2013.De certeza, eleições autárquicas! Outras, logo se vê. Não obstante, por analogia, consideremos o ano do século passado de 1985. Também, por essa altura, o país passava por momentos de grave crise: financeira, económica, social e de confiança nos atores políticos.

Acácio de Brito
1 Fev 2013

Não foi por acaso que apareceu um partido, ligado à figura austera de alguém que pairava para lá dos habituais intervenientes nas tricas partidárias e que alcançou nas legislativas um resultado memorável, relegando o Partido Socialista para um lugar não consentâneo com aquilo a que se habituara, permitindo, mesmo, ao PSD chegar à governação com um “score” abaixo dos 30%.
E nas autárquicas em Braga, as forças mais retrógradas obtiveram cerca de 15% dos votos expressos.
Tempos diferentes, mas com elementos muito comuns.
Este momento, atual, é de crise profunda… O de 1985 também era!
A crise é de valores, ou falta dos mesmos, na gestão da coisa pública, seja ela governamental ou autárquica.
O que nos pode acontecer?
Se calhar, em voto de protesto, muitos podem ser levados a direcionar o seu voto para forças ou pessoas aparentemente interessantes, mas “passadistas”, forças que devem ser entendidas não como a solução, mas sim como uma das causas, também, do problema.
Esse voto, a verificar-se, pode desencadear, por analogia forçada, uma verdadeira “revolução parmenideana”.
Tudo na mesma!
Todavia, o tempo deve obrigar–nos a refletir sobre as “nuances” do que pode ser uma realidade próxima e extrair as conclusões com consequência.
Assusta-me pensar que visões passadistas, sem sentido e com provas de má aplicação, possam ser adotadas por muitos.
A acontecer, a responsabilidade é de todos os que observando a dura realidade preferem sempre dourá-la, tornando-a aparentemente apetecível, mas irreal!
O momento é de exigência e os partidos políticos têm obrigação de ser os paladinos desse processo, não podem ser ou transformar-se, apenas, naquilo a que, com lucidez, Medina Carreira considera os bancos alimentares para alguns, que, fora desses espaços, da política partidária, teriam de recorrer, necessariamente, ao subsídio de desemprego!




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