Fotografia:
41º 33’ 46’’ N, 8º 25’ 48’’ W

O recente jogo realizado no AXA entre a equipa da cidade dos arcebispos e o SLB serviu-me para confirmar alguns factos e descobrir outros que andavam semiescondidos. A derrota arsenalista deveu-se essencialmente a erros próprios nas zonas onde o rigor é fundamental, e qualquer falha “é paga” com pontos. Atrevo-me a dizer isto porque, segundo as estatísticas, o clube da casa teve mais ataques, mais cantos, mais remates, o que invalida logo à partida as análises de jornalistas que em alcateia (ou um só “lobo”) dissertam normalmente acerca das qualidades do vencedor e defeitos do vencido, em função do resultado final.

Carlos Mangas
1 Fev 2013

Neste jogo, o SLB foi superior nas áreas em que se decide o jogo ao nível da eficácia defensiva e ofensiva, mas daí a virem os doutos fazedores de opinião dizer que foi superior em todos os parâmetros do jogo, é, como costumamos dizer em relação a alguns atletas brasileiros, “conversa de puxa saco” para agradar a quem tem mais peso institucional. Acrescento também, sem receio de ser desmentido, que na corrente época no AXA não vi nenhum GR a “queimar” mais tempo do que o do SLB, facto esse que também serve para corroborar o que transmiti acima no que se refere ao “sentido” do jogo.
Aproveito também, em época de contenção de custos, para sugerir aos clubes que ainda venham a receber o SLB que não se deem ao trabalho de gastar tinta com as marcações da área técnica do banco adversário, pois no caso em apreço não é necessária. O treinador do SLB consegue superar as movimentações dos árbitros auxiliares, pois enquanto estes o fazem apenas em meio campo, o técnico lisboeta chega a passar essa zona em caso de necessidade de chamar alguém ou transmitir informações. Atrever-me-ia até, a sugerir ao referido técnico a realização de aquecimento individual juntamente com a equipa de arbitragem, como forma de evitar possíveis lesões, já que apesar da movimentação intensa em todo o jogo, (estranhamente) quase nunca é advertido e no fim… até se permite a acompanhá-los ao sair do terreno de jogo.
Outro facto relevante teve a ver com a receção feita a ex-atletas do clube da casa. Apesar do golo com que nos brindou, confesso ter gostado do regresso de Lima à pedreira, pois foi um jogador que sempre fez por merecer o respeito de todos os bracarenses. Com muito mérito seu, tivemos o primeiro acesso à Champions (quem não se lembra de Sevilha?), a sua transferência proporcionou um bom encaixe financeiro ao clube, e soube, no regresso a uma casa que já foi sua, aplaudir e ser aplaudido. A mostra da sua qualidade moral e ética desportiva culminou com o não festejo do golo (e ninguém lhe poderia levar a mal se o fizesse) e com grande parte dos antigos colegas a oferecerem-lhe a camisola no final do jogo, (só no campo, vi quatro) pelo que, por aqui se prova que neste clube se sabe receber, quem sempre mostrou respeito, carinho e gratidão para com quem o projetou.
Concluo, justificando as coordenadas GPS que dão título a este artigo e deixando uma sugestão à SAD do clube. Num mundo em que as tecnologias tomaram conta do nosso dia a dia será conveniente apetrechar os nossos defesas centrais com um GPS a usar em casa, que emita um sinal sonoro ou visual de PERIGO / DANGER (temos centrais de várias nacionalidades) sempre que os atletas rondem o local indicado em título. Para os menos atentos a estas coisas da geografia, experimentem meter as coordenadas no Google Earth e verifiquem se não vão direitinhos à zona intermédia do meio campo oposto à pedreira, onde os nossos centrais são expulsos, independentemente de tocarem ou não nos adversários, e de tal facto constituir ou não, jogada de golo iminente.




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