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Por isto é que Portugal não pode parar!

O ministro das Finanças antecipou em oito meses a ida aos mercados. Pela primeira vez desde a chegada da Troika, e de uma forma inesperada, Portugal regressou aos mercados e a emissão de dívida a cinco anos foi um sucesso. Trata-se da primeira operação do género desde que Portugal pediu ajuda financeira externa, já lá vão quase dois anos. Ao contrário do que afirmam alguns dos que vivem do bota-abaixo e do quanto pior melhor, este regresso aos mercados só foi possível, em primeira instância, porque Portugal tem cumprido todos os compromissos.

Rosa Maria Arezes
29 Jan 2013

Evidentemente que a crescente estabilização da zona euro e as movimentações positivas das autoridades europeias contribuíram também para aumentar o êxito. Mas Portugal fez a sua parte, muito importante e difícil. Honrou os seus compromissos, com muito sacrifício. E, por isso, está em condições de dar este passo tão relevante, ao contrário da Grécia que, apesar da mesma conjuntura internacional, não o pode fazer.
Começa a ser bem visível o resultado dos esforços que têm sido pedidos ao povo português. Já não andamos de PEC em PEC, rumo ao abismo da bancarrota; agora, o trabalho está a ser feito com rigor, com seriedade e com verdade, e daí este sinal a confirmar o caminho, para superarmos a crise em que nos afundaram.
 O primeiro mês de 2013 ficará, portanto, na nossa história como um marco na viragem de uma página negra que teve consequências extremamente negativas na vida de todos. Pela primeira vez ao fim de muitos meses, vemos luz ao fundo do túnel.
 Portugal conseguiu colocar 2,5 mil milhões de euros a uma taxa inferior a 5%. E o interesse dos investidores foi notável – ultrapassou os 12 mil milhões. Mais ainda, 93% das ordens vieram do estrangeiro, o que significa que aqueles que há uns tempos atrás não acreditavam em nós agora se mostram confiantes.
Neste contexto, o acesso ao financiamento por parte das empresas passará a ser mais fácil e a queda dos spreads, apesar de sabermos que é um processo lento, começará a produzir os efeitos que todos desejamos, marcando o sucesso da vitalidade da nossa economia, através do crescimento e da criação de emprego.
Agora, sim, porque cumprimos e ganhamos credibilidade, estamos em condições de pedir um alargamento do prazo dos empréstimos.
Agora, sim, porque cumprimos e ganhamos credibilidade, o pedido foi bem acolhido pelas autoridades europeias e também pelos mercados, com os juros da dívida pública a 10 anos a quebrarem em baixa a barreira dos 6%, pela primeira vez, desde dezembro de 2010.
E porque contra factos não há argumentos, aqui fica mais um dado incontestável. O deficit do Estado em 2012 ficou 700 milhões aquém do limite estabelecido.
Convenhamos que todos estes resultados só foram possíveis com muito trabalho, com muito sacrifício. Só foram possíveis com imensa capacidade de resistência às vozes discordantes de grupos e de criaturas que parecem só descobrir o valor da indignação quando estão em causa os seus interesses pessoais e/ou de corporação.
O sucesso da ida aos mercados resulta da avaliação positiva que “os outros” fazem do nosso trabalho. Este é um mérito incontornável do Governo e dos Portugueses.
Por isto é que Portugal não pode parar! E o Povo, o verdadeiro herói desta gesta, sabe disso…




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