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TGV, urge para Portugal

Temos um território com características encantadoras, que está à vista de todos. A natureza bafejou-nos com uma enorme beleza, cujas suas maravilhas até foram postas concurso na TV, para serem escolhidos os melhores sete. Enfim, temos um belíssimo país com quatro estações bem definidas, sol e mar. Porém ao contrário do que o título em epígrafe indicia, não é de um transporte de alta velocidade que precisamos, pois com tanta rapidez não conseguiríamos apreciar obra tão Divinal, mas de “Trabalho”, “Governo “e “Verdade”.

Narciso Mendes
28 Jan 2013

O regime, ao longo dos vários governos, permitiu o desaparecimento de parte do sector produtivo, sem se preocupar com as consequências de tal disparate, pensando que seria possível, a um país,  o seu povo viver sem trabalhar e produzir.  E decisões erradas houve, que  nos levaram a pensar que havíamos encontrado uma mina de ouro, com a nossa chegada ao contexto Europeu, enxameando os sectores estatais com funcionários públicos, num autêntico Estado empregador. 
Sem investimento privado  que crie postos laborais, tendo em vista maior exportação de produtos para prévios mercado externo, bem como  para  satisfação do consumo interno, o crescimento económico não surgirá  e as pessoas vão envelhecendo , sem esperança de poderem voltar a trabalhar. 
Neste momento os jovens, força e inteligência da renovação estratégica laboral, já iniciaram a sua debandada para o estrangeiro, em vez de darem o seu contributo, na pujança da sua juventude, às hostes do trabalho, o que destrói a   força anímica familiar.
Só com o trabalho probo e árduo, se conseguirá a sustentabilidade da nação, em termos de bem estar para todos o qual,  quando executado com entusiasmo,  provoca o aumento do rendimento colectivo, rumo ao progresso,  ao bem estar  e à estabilidade social. O que nos levará a pensar que teremos de abandonar a cultura do ócio, da preguiça e das políticas que sempre acarinharam tão nefastos procedimentos.   
É urgente que o país se volte para a cultura do trabalho, promovendo-o como complemento da vida humana e da realização pes-
soal, dando sustentabilidade económica ás famílias e, ao mesmo tempo, levantando a economia, baixando o deficit e consolidando o estado social.
Mais do que nomes para preencher lugares, Portugal necessita de homens e mulheres que  se entreguem à causa pública de alma e coração e que, em vez de olharem mais pelos  seus interesses e das elites, velem pelo  país e pelas necessidades da sua população. Um governo consensualmente forte, coeso, com espírito patriótico, que governe com empenhado estadismo, sem políticas de facto consumado;   que  trate com  equidade os cidadãos, em termos fiscais, para que seja evitada a pobreza colectiva. Um executivo que acarinhe e veja como amigas da economia,  não como bodes expiatórios da sua incompetência, as  micro e pequenas empresas que lutam diariamente para  que o país não entre em rotura financeira. Um governo que seja firme e decidido nas reformas essenciais do Estado e que mantenha um rumo e orientação capaz de transmitir confiança e segurança ao povo, tendo como objectivo os interesses da Pátria. Que governe, mas que,  para para lavar a honra do país, não mate os seus cidadãos à fome.
Finalmente, é fundamental que hajam políticos a pautar  a sua vida pública pela verdade, honestidade, transparência e que,  apesar das medidas impopulares  sejam obrigados a tomar, façam passar uma mensagem autêntica e sincera, quanto aos resultados de tudo quanto poderá advir dos sacrifícios que nos propõe. Que cumpram, sem dúbias palavras, as promessas que proclamam enquanto candidatos a governantes. Não como sucedeu com o candidato do PS a primeiro ministro que, ao ser-lhe perguntado o que propunha,  em concreto,  para resolver uma determinada situação no país, apenas respondeu não estar à altura para responder, dizendo que iria surpreender os portugueses com nomes da sua confiança política num  governo seu.
Trabalho, Governo e Verdade  serão o  TGV da nossa salvação.




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