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“Um olhar para Portugal no mundo”*

Aos dias 11 de Janeiro deste Ano da (des)Graça de 2013, foi revelado aos portugueses uma outra forma de se verem, conhecerem e sentirem, no mundo através dos tempos. Foi erguido um marco histórico no panorama tipicamente lusitano, mais humano, mais tolerante, mais amplo e confiante, não porque «não se soubessem governar» mas porque a sua bússola e o seu norte sempre foram o encontro com outros povos numa integração harmónica de valores, culturas, referências e afectos com o outro, que também é uma Pessoa e, em todo o seu estar reflecte o esplendor da «centelha divina» que o iguala, completa e aperfeiçoa.

Maria Susana Mexia
26 Jan 2013

Com a chancela da Edições Colibri foi lançado, no Palácio da Independência, em Lisboa, um fantástico livro* onde, sem preconceitos tendenciosos, revela como o Português foi, é diferente no seu jeito de bem-ser ao longo dos séculos, em todos os recantos do mundo.
Partindo de comentários espontâneos de colegas estrangeiros, revelando a persistência de uma memória presente em muitos povos e nações, o autor, J. Paiva Boléo-Tomé, Médico, Professor Catedrático Jubilado da Universidade de Lisboa, interroga-se sobre o “Povo a que nós pertencemos, que não se conhece na história breve como indivíduos, mas como marcas deixadas no tempo por comportamentos que conseguiram construir relações humanas e aproximar Povos”.
Não é um trabalho de historiador, tão pouco de político, mas tão só de um amante da Medicina que no cumprimento da sua missão de tratar, curar, ensinar e aprender esteve atento não só ao homem em sofrimento, mas ainda ao que lhe vai na alma, no coração, nos genes desta forma tão nobre que nos impeliu a partir pelo mundo, não como conquistadores, mas como descobridores, não para explorar e vilipendiar, mas para conhecer, ajudar, unir e reforçar os laços de humanidade em outros continentes.
Uma obra que é uma perfeita terapia de choque nestes tempos em que o cinzento nos fecha cada vez mais dentro dum vazio existencial, com um ego fragilizado e amarfanhado, onde já não se recorre à Mensagem do nosso poeta nem se acredita em milagres…
Um grito e um apelo a que troquemos alguma (des)informação pela leitura desta edificante obra, clara, construtiva, educativa e talvez a “alternância terapêutica” exerça algumas mudanças positivas na negatividade dos nosso humores, tão taciturnos acabrunhados.
Não estranhemos, recordemos simplesmente a feliz e conhecida expressão de outro grande mestre português Abel Salazar: “O médico que só sabe de medicina, nem de medicina sabe”.




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